O recém-fundado Instituto Latino-Americano de Esports (ILAE) anunciou recentemente o lançamento de uma pesquisa que pretende mapear a violência contra mulheres nos games e nos esportes eletrônicos na América Latina. A ideia é ouvir jogadoras, profissionais e a comunidade e impulsionar “mudanças concretas”.
A coleta de dados está aberta desde o dia 2 de abril e vai até 10 de junho. Após o período, os dados serão usados na formulação de um relatório que a entidade pretende entregar às autoridades esportivas. O objetivo final é colaborar com o desenvolvimento de políticas públicas e ações efetivas dos players do setor.
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A iniciativa é coordenada por Antonio Bratefixe, coordenador de pesquisa do ILAE, e desenvolvida por Marcella Ferreira, vice-presidente, e Marianna Muniz, diretora de projetos e eventos. Segundo eles, o objetivo é fazer um diagnóstico sobre “práticas de assédio, discriminação e outras formas de violência que ainda fazem parte da experiência de muitas mulheres no universo dos jogos digitais”.
“Acreditamos que não é mais possível tratar a violência contra as mulheres nos games como um tema superficial. É preciso ouvir, compreender e agir com base em evidências”, explica Marcella Ferreira, a Cellax, que também é psicóloga e atleta de Counter-Strike 2. “Esta pesquisa representa um passo importante na construção de um ambiente competitivo e de lazer mais seguro, inclusivo e respeitoso.”
Os resultados também servirão para ações lideradas pelo ILAE, em parceria com organizações, equipes, federações, publishers e outros atores do setor. A participação na pesquisa é aberta e leva alguns minutos para ser concluída, segundo os organizadores.
O formulário está disponível online nesse link.



