Gamescom Latam começa nessa quarta com otimismo e expectativa de recordes

Para CEO da feira, Gustavo Steinberg, A. Latina é refúgio contra clima pesado da indústria global. São esperados 150 mil visitantes
Gustavo Steinberg, Gamescom Latam
Gustavo Steinberg. Foto: Divulgação, BIG Festival

Começa nesta quarta-feira (29) para imprensa e convidados, e na quinta (30) para o público geral, a terceira edição da Gamescom Latam. Em 2026, além de um formato inédito baseado em áreas temáticas dividindo o centro de exposições do Distrito Anhembi, em São Paulo, a feira de origem alemã promete novidades e um tamanho inédito: a expectativa é ter 150 mil visitantes, aumento de 20% frente aos 130 mil do ano passado, até domingo (30).

No entanto, na data de publicação dessa reportagem ainda havia ingressos disponíveis no site oficial para quase todos os dias do evento, com valores partindo de R$ 109 (meia entrada) e chegando a R$ 729 (pacotes para todos os dias, esses sim esgotados). A previsão é que participem da programação de negócios, incluindo reuniões e conteúdos, pessoas de 59 países, com 11 delegações oficiais, além de mais de 210 publishers e 100 instituições parceiras.

A programação reformulada na área B2B soma, segundo a organização, mais de 300 horas de conteúdo de palco em 150 sessões e 500 palestrantes, sendo mais de 120 internacionais. Os bons números refletem um momento de otimismo dos membros da indústria global com o mercado latino-americano, que cresce acima da média e oferece mão-de-obra com custo abaixo do de países mais desenvolvidos, como EUA, Canadá e Inglaterra, por exemplo.

É um claro contrataste com clima pesado e os lay-offs ainda vistos no começo desse ano.

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“Tem a ver com o fato de a gente produzir mais barato. Acho que temos o reconhecimento dos grandes players de que a região amadureceu muito, do ponto de vista produtivo. Somos muito mais consistentes. Não temos um jogo bom, mas vários. Nenhum hit gigante, mas entregas consistentes, inclusive como serviços e licenciamento de IPs”, pondera Gustavo Steinberg, o CEO da Gamescom Latam, em entrevista concedida ao The Gaming Era algumas semanas antes do evento.

Para o executivo, há ainda uma segunda vantagem: os estúdios brasileiros fazem muitos jogos de PC, e por tabela estão preparados para fazerem lançamentos também nos consoles por meio de ports – trabalho que não é fácil quanto se pensa, mas que o mercado local já faz com competência. Isso torna o País pronto para “o tipo de demanda que deve vir e já está vindo”.

“É um momento bom. O crescimento do PC [na preferência dos consumidores] reflete o tipo de consumo que temos aqui, jogos não tão caros, e legais. Temos condição de ser um país central porque o mundo está enfrentando problemas que são parecidos com os que a gente conhece há décadas: economia instável, informalidade, bem-estar social ruindo… e o estilo brasileiro é o de alguém preparado para enfrentar tudo isso”, completa.

Parcerias e crescimento

Segundo Steinberg, os investimentos feitos na edição desse ano da feira são “parecidos” com os R$ 32 milhões do ano passado, mas sem revelar o valor total, assim como a previsão de faturamento. “Eu estou animado. A gente nunca vai relaxar achando que o jogo está ganho, vamos atrás do melhor conteúdo. Mas obviamente a confiança na nossa entrega tem aumentado ao longo dos anos. Quem participa com a gente vê a entrega e volta, continua, e vem mais gente. Sob esse aspecto conseguimos estabelecer uma base”, diz o executivo. “As expectativas são excelentes.”

Mais que a grandiloquência dos números, a feira tem sustentado o próprio crescimento desde que desembarcou no Brasil, três anos atrás, com o apoio reincidente de marcas como Nintendo, Nvidia, Supercell, Banco do Brasil, Roblox e Warner Bros. Games, e a estreia de outras, como a Riot Games e a finlandesa Remedy Entertainment. O evento continua recebendo forte apoio da prefeitura e do estado de SP.

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“A presença ou não de publishers tem relação com ter ou não um jogo para lançar. Algumas que estavam [na feira] no ano passado não voltaram, mas tem outras com novos jogos. A própria Riot é um caso”, conta Steinberg. “Além disso é ano de Copa do Mundo, e muitas empresas estão voltando suas estratégias para o evento. Mas estamos bem em termos de apoios. Está tudo muito bem.”

Entre os temas a serem abordados na edição desse ano estão o desenvolvimento externo (outsourcing) e produção de jogos em escala global, em um painel mediado pelo editor-chefe do The Gaming Era, Marcelo Gimenes Vieira, e participação da Blizzard Entertainment, Epic Games e Sony Interactive Entertainment. O tema também será abordado em painéis organizados pelo Xbox Game Studios sobre parcerias de desenvolvimento com Gearbox Software e ZeniMax Online Studios.

Ao longo do evento, acontecem rodadas de reuniões de negócio rápidas (Steinberg espera número semelhante ao do ano passado), sessões de pitch e encontros entre empresas e desenvolvedores.

Jogos e mais jogos

A edição desse ano promete uma quantidade incomum de jogos ainda a serem lançados, incluindo LEGO Batman: Legacy of the Dark Knight (Warner), Invincible VS (Skybound Games, com data de lançamento na quinta, 30), Phantom Blade Zero (S-Game) e Marvel Tokon: Fighting Souls (Arc System Works), todos disponíveis para teste. Há outros jogos AAA de destaque, como títulos das franquias Dragon Quest e Life is Strange (Square Enix).

Entre os títulos independentes participantes há jogos de publishers como 11 bit studios, Focus Entertainment, Kepler Interactive, Skybound Games e outros. Além disso, há as centenas de games indies selecionados para o BIG Festival e o BIG Starter espalhados pelos corredores.

Ao todo, serão 91 estandes e 143 estações de jogos disponíveis, sendo 60 lançamentos.

Nos palcos de eSports e disputas competitivas, os destaques ficam com as finais da CONMEBOL eLibertadores 2026 (de eFootball, da Konami), além de competições de Mortal Kombat organizadas pela Retro League. Haverá ainda o Versus One, novo circuito competitivo focado em jogos de luta organizado pelo grupo Webedia.

A Riot Games também fará ativações e presença na arena de eSports, com experiências de títulos como League of Legends, Teamfight Tactics, League of Legends: Wild Rift e 2XKO. Um espaço específico para torneios de comunidade, o gamescom latam arena versus, permitirá que visitantes participem das disputas de Invincible VS e jogos da Supercell, além de campeonatos com prêmios oferecidos por parceiros como Razer e Razer Gold.

Haverá ainda um “countdown” no evento, show com lançamento de trailers e anúncios de jogos com cerca de 70 minutos de duração na sexta-feira (1º), às 14h (horário de Brasília). A transmissão é realizada em três blocos: o primeiro com os principais anúncios; o segundo com o Latin American Games Showcase (LAGS), com trailers e lançamentos latino-americanos; e um segmento final com os principais destaques. A exibição ocorrerá em diversos idiomas.

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