O GameMaker, motor de jogos 2D da Opera, anunciou no começo de maio o lançamento do GMRT, ou GameMaker Runtime, plataforma para desenvolvimento conjunto para e entre equipes maiores, além de desenvolvedores que precisam de “mais do que uma IDE fechada”. Também do GM-CLI, conjunto de ferramentas de linha de comando que funciona tanto com o novo runtime quanto com as versões existentes.
Na prática, segundo a criadora da plataforma, desenvolvedores podem trabalhar no ambiente de preferência sem precisar de um IDE – sigla para em inglês para “Ambiente de Desenvolvimento Integrado”. Os arquivos de projeto são “em texto simples, fáceis de editar e de rastrear corretamente”.
Estúdios com processos automatizados podem integrar a plataforma aos sistemas e automatizar tarefas que antes exigiam trabalho manual, diz a empresa.
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O lançamento vem com um roadmap de linguagens — JavaScript, TypeScript e C# serão adicionados até o fim do ano, promete a empresa. Também acesso ao código-fonte para desktop, mobile e web no segundo trimestre, além do Claude Code, agente de desenvolvimento com IA da Anthropic. A linguagem de script do GameMaker, GML, continuará existindo.
“GameMaker sempre foi sobre tornar o desenvolvimento de jogos o mais acessível possível, seja você criando seu primeiro jogo ou lançando o décimo”, diz em comunicado Russell Kay, head do GameMaker na Opera. “Com o GMRT, garantimos que isso também seja verdade para equipes maiores, projetos mais complexos e desenvolvedores que nunca escreveram uma linha de GML.”
A empresa diz que o código-fonte do GMRT será disponibilizado para desktop, mobile e web no segundo trimestre, dando aos desenvolvedores acesso direto ao funcionamento do runtime. Isso permite, diz a empresa, criar correções próprias, desenvolver extensões e contribuir com a plataforma. Usuários corporativos também terão acesso ao código-fonte das plataformas de console.
Novidades no 3D
A GameMaker também anunciou que desenvolvedores agora podem carregar modelos 3D diretamente do Blender via glTF, além de gerenciar ambientes por meio de um sistema estruturado de scene graph e trabalhar com matemática 3D de forma “muito mais prática e funcional”. Não se trata de um motor 3D completo, mas para atender estúdios que criam projetos estilizados ou híbridos.
O roadmap completo de linguagens e as novidades previstas para o GameMaker em 2026 estão (em inglês) nesse link.



