Após memes e ansiedade, Hollow Knight: Silksong é raio de esperança para a indústria

Reportagem de Jason Schreier revela produção marcada por diversão e vida saudável - o que deveria ser referência para outros projetos
hollow knight silksong, team cherry
Imagem: Divulgação

Hollow Knight: Silksong sai no dia 4 de setembro. Foram anos de espera, recorde de wishlists no Steam e centenas de memes com peruca de palhaço. Mais impressionante do que o game ganhar data de lançamento ou mesmo novidades sobre a jogabilidade é a história dos bastidores, revelada pelo sempre essencial jornalista Jason Schreier.

Desenvolvido pelo pequeno estúdio indie australiano Team Cherry, composto por apenas três pessoas – Ari Gibson, Jack Vine e William Pellen – Silksong começou como um projeto de conteúdo adicional para o game original Hollow Knight, lançado em 2017. Cresceu tanto que se emancipou e virou um jogo próprio, construído sobre a base sólida de Hollow Knight – que, por sinal, cresceu também depois do lançamento, com diversos conteúdos extras gratuitos lançados por download.

A reportagem completa é fascinante, mas o principal destaque é o fato de que Silksong demorou pois… a equipe de produção estava se divertindo!

E, felizmente, não tinha pressa ou pressão de investidores para lançar logo. Hollow Knight vendeu tão bem que permitiu aos desenvolvedores viverem uma vida saudável ao lado de suas famílias – desde o lançamento, já foram mais de 15 milhões de unidades vendidas em várias plataformas.

Cabe destacar também a excelente atuação do governo australiano durante a pandemia de COVID-19, que pouco afetou a rotina da equipe do Team Cherry e conseguiu manter o ritmo de produção.

Pessoalmente, vejo apenas um deslize em toda a campanha de produção e divulgação do game: em 2022, uma apresentação do Xbox prometeu que o game sairia ainda naquele ano. Os desenvolvedores confiavam que seria possível, mas não rolou – o que desencadeou uma correnteza sem fim de memes e expectativas frustradas.

Mas não teve briga, problemas na produção, falta de dinheiro ou o que fosse. No final, a galera estava só curtindo trabalhar no projeto.

Acho que isso é um farol de esperança para o momento complicado que a indústria de games vive atualmente.

É importante fazer dinheiro, claro, mas acima disso está a diversão, a satisfação com o produto e o que ele representa. E, aí sim, o lucro como consequência.

Posso soar ingênuo, mas fiquei realmente feliz e emocionado com toda essa história do Silksong. Espero que sirva de inspiração para pequenas e grandes empresas do mercado de games.

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