Adata, dona da XPG, quer investir mais de R$ 400 mi em pesquisa no Brasil

Programa do governo federal deve estimular aportes. Empresa diz ter investido R$ 125 mi em PD&I no País nos últimos anos
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Foto: Divulgação, Adata

A Adata, fabricante taiuanesa de hardware e dona da marca gamer XPG, anunciou essa semana que pretende investir mais de R$ 400 milhões em pesquisa, desenvolvimento e inovação no Brasil nos próximos cinco anos. Os aportes serão possíveis graças à prorrogação e à atualização nas regras do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores e Displays (Padis).

O programa existe desde 2007 e faz parte das políticas públicas do poder executivo federal para incentivar a indústria nacional de tecnologia. Na prática, confere incentivos e isenções para investimentos feitos em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) nos setores de semicondutores e displays (telas). Foi renovado em 2024 dentro do programa Nova Indústria Brasil – Missão 4: Indústria e Revolução Digital.

A Adata diz ter investido mais de R$ 125 milhões em PD&I no Brasil nos últimos anos, com expectativa de continuar aportando para aumentar a fabricação local como para desenvolver novas tecnologias. No Brasil, a marca concentra investimentos na melhoria de processos industriais, incluindo em automação, visão computacional e inteligência artificial.

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“… nossos investimentos em pesquisa e desenvolvimento seguem um objetivo claro: criar soluções que não apenas acompanham as tendências do mercado, mas que antecipam as necessidades dos usuários”, diz em comunicado Paulo Junior, presidente da Adata no Brasil.

Atualmente, a empresa diz gerar cerca de 540 empregos diretos no Brasil. Mantém laboratórios nas fábricas instaladas em Santo Antônio de Posse (SP) e Manaus (AM). Também diz trabalhar em parcerias de pesquisa com Institutos de Ciência e Tecnologia na região de Campinas (SP), incluindo o Instituto Venturus, Instituto Eldorado, Instituto Tecthus e a HwIT.

Na região de Manaus, conta com estrutura de laboratório no Instituto Conecthus e trabalha em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico Manaus (INDT), o Instituto de Tecnologia e Educação Galileo da Amazônia (ITEGAM), além de ter projetos em universidades públicas: Universidade Estadual do Amazonas e o Instituto Federal do Amazonas.

“A unidade no Brasil é a única da Adata no mundo responsável pelo encapsulamento de circuitos integrados de memória a partir dos chips importados na forma de ‘wafers’ de Silício, atendendo a todos os fabricantes de computadores, smart TVs, equipamentos de automação comercial e outros dispositivos”, diz o presidente.

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