Com o desempenho incrível dos times brasileiros na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, além da Copa do Mundo de seleções femininas marcada para rolar no Brasil em 2027, é natural e bem-vindo que os olhares dos produtores de games de futebol se virem para cá. Incluindo o da Electronic Arts, dona do EA Sports FC, o rei do segmento e herdeiro natural da série FIFA.
Nos últimos anos, a presença de times brasileiros nos games da franquia ficaram restritos aos clubes classificados para competições internacionais da Confederação Sul-Americana de Futebol, a Conmebol, como Libertadores e a Sul-americana – todos, infelizmente, com jogadores genéricos. Até a lendária Seleção Brasileira tem ficado de fora!
Porém, o jornalista Marcel Rizzo publicou coluna no Estadão essa semana revelando que a Confederação Brasilleira de Futebol (a CBF) avalia uma proposta enviada pela EA para incluir times brasileiros e o próprio esquadrão canarinho no jogo. Certamente o barulho causado pelo Mundial nos EUA e a Copa feminina colaboram para esse interesse renovado.
Além disso, há uma fartura de comentários de atletas do Brasileirão falando sobre jogar com ídolos globais que antes só viam no videogame, como aconteceu com o atacante Estêvão, do Palmeiras, ao enfrentar o argentino Lionel Messi.
Torço para que a negociação dê certo e se torne concorrência também eFootball, da Konami, quando o assunto é futebol brasileiro. Na minha opinião, neste departamento a publisher japonesa segue dando show, com times do Brasileirão e diversos estádios nacionais recriados nos mínimos detalhes – como é o caso da minha amada Vila Belmiro.
É o típico caso em que todo mundo sai ganhando, caso as negociações funcionem. Vejo potencial até para reverberar em outras empresas e franquias e estimular o licenciamento de times brasileiros em mais games de futebol. Será? Por ora, fico literalmente na torcida.



