Entre os criadores de conteúdo brasileiros que publicam vídeos, 96% dizem que já usam alguma ferramenta de IA generativa (GenAI, na sigla em inglês). A maioria (84%), no entanto, diz sentir que não utiliza todo o potencial da tecnologia. Os números fazem parte de uma pesquisa encomendada pelo YouTube, do Google, e conduzida pela Radius, enviada ao TGE na sexta-feira (27).
Segundo os realizadores do estudo, os dados mostram crença no potencial da tecnologia para “democratizar a produção de conteúdo e desbloquear novas formas de contar histórias”. Do total de entrevistados, 93% veem a IA generativa como forma de ter maior acesso a efeitos especiais, design de produção e cinematografia, o que em tese equilibraria a competição entre criadores independentes e de grandes estúdios.
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“Nos últimos anos, temos visto canais na plataforma florescerem como verdadeiras startups de entretenimento, apostando em novos modelos de produção, construindo estúdios para elevar a qualidade do conteúdo e desvendando novos caminhos criativos. Eles estão forjando novas oportunidades para o entretenimento e os negócios por trás dele e a IA tem tudo para ser uma grande aliada”, diz no comunicado Clarissa Orberg, head de parcerias do YouTube Brasil.
Quase todos os criadores ouvidos (98%) disseram contar com a GenAI principalmente como suporte criativo. Para eles, os principais motivos para adotar a tecnologia são a geração de novas ideias (35%), produção de conteúdo com mais qualidade (30%) e economia de tempo (26%).
Um dos recursos mais esperado pelos entrevistados é o de tradução ou legendagem instantânea: 93% consideram que a IA facilitará a exportação de conteúdo para outros países. Foram ouvidos pela Radius entrevistou 306 criadores brasileiros que fazem conteúdo para consumo público pelo menos uma vez por mês em redes sociais ou sites de vídeo.



