Quase todos (97%) dos líderes de estúdios na Europa e na América do Norte admitem que usaram ferramentas de inteligência artificial de alguma forma em seus trabalhos, sendo que para 94% deles isso aconteceu no desenvolvimento dos jogos propriamente ditos. As áreas mais utilizadas são código e engenharia (86%), produtividade geral (83%), conceitos e pré-produção (79%) e design e prototipagem (68%). Criação de artes, assets e animações (com 60%) e controle de qualidade (57%) aparecem em seguida.
Os dados fazem parte de um estudo divulgado recentemente pela VAIA, unidade de pesquisa da consultoria especializada Vivrato. Foram ouvidos 101 líderes da indústria de forma confidencial nas duas regiões entre o segundo e o terceiro trimestre desse ano. O estudo considerou seis tipos de IA: generativa, machine learning tradicional, automação, RAG (Geração Aumentada por Recuperação, em tradução livre), modelos ajustados com base em dados dos estúdios, e agentes de IA.
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Talvez pela abrangência de tecnologias, o número é bem maior do que os resultados encontrados pela tradicional pesquisa State of the Game Industry 2026, no qual 36% dos desenvolvedores admitiram o uso de IA generativa no trabalho, assim como 52% das empresas. Os dados foram colhidos durante a última Game Developers Conference, ocorrida em março desse ano, e são principalmente dos EUA.
Apesar disso, o nível de integração da IA aos fluxos de trabalho desses estúdios ainda é considerado baixo. Em uma escala de 0 a 10, a pontuação mediana declarada pelos entrevistados é de 3. Mais da metade (52%) atribuíram nota 3 ou inferior, enquanto apenas 7% deram nota entre 9 e 10.
Os estúdios europeus parecem mais avançados que os norte-americanos. A pontuação média na Europa é 4,2 e da América do Norte de 3,5.
O estudo pode ser baixado (em inglês, mediante cadastro) nesse link.
* com informações da newsletter GameDev Reports, de Dmitriy Byshonkov


