Brasil Game Show começa em São Paulo pressionada e com poucas atrações

Maior evento brasileiro do setor terá poucas grandes publishers e convidados, e disputará espaço com feiras em outras praças
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Imagem: Divulgação

Começa nesta sexta-feira (9, para imprensa e criadores de conteúdo) e vai até o feriado de segunda (12), em São Paulo, naquele que promete ser o fim de semana do Dia das Crianças mais agitado de todos os tempos para os gamers brasileiros, a 17ª edição da Brasil Game Show. O The Gaming Era estará por lá, no Distrito Anhembi, buscando novidades e tendências para quem faz dos videogames um “ganha pão” e traz as informações nos próximos dias.

A feira ainda é considerada por muitos a mais importante da América Latina, dada seu tamanho e tempo de vida. A 14ª edição, de 2023, reuniu 328 mil pessoas, o que colocou a BGS à época como uma das maiores do mundo. De 2024 em diante, no entanto, o número de visitantes não foi mais revelado oficialmente, e a feira parece ter encolhido gradualmente sob vários critérios: espaço ocupado, dias de realização, expressividade dos principais patrocinadores, atrações.

O ano de 2026 é particularmente importante porque a BGS, além da concorrência enfrentada desde 2024 por parte da Gamescom Latam, terá que disputar espaço com vários eventos no mesmo fim de semana. No sábado (10), no Rio de Janeiro, haverá a final do Campeonato Brasileiro de League of Legends, o CBLOL, da Riot Games. No mesmo dia, em Joinville (SC), começa o inédito Pichau Arena 2026, do varejista Pichau, que promete ser o “maior evento gamer e geek do sul do Brasil”.

O leitor pode argumentar sem estar errado que os dois eventos não são em São Paulo, e talvez por isso não disputem a mesma audiência. No entanto, uma das características históricas mais relevantes da BGS é justamente atrair pessoas de outras cidades e estados.

Soma-se a isso a falta de grandes fabricantes de console no showfloor (com exceção da Nintendo), de grandes atrações – como foi Hideo Kojima no ano passado – e a fuga de outras grandes marcas endêmicas nos últimos anos, como a própria Pichau, e a relevância da Brasil Game Show segue sob questionamento.

Fontes ouvidas pelo The Gaming Era ao longo da última semana também indicam que expor na BGS continua caro, um investimento de marketing muitas vezes difícil de justificar em um cenário no qual as empresas seguem apertando cintos. Não são só o mercado de games ou de hardware que estão em crise diante de um quadro geopolítico bastante instável.

Os que ficaram

Assim como no ano passado, a marca de maior expressividade com estande na BGS de 2026 é a Nintendo. A fabricante japonesa promete ser uma das maiores atrações do evento, com um estande de mil m² e uma grande seleção de jogos, além de espaço para ativações e competições entre os fãs da marca. Esse ano haverá uma presença especial: Charles Martinet, ator conhecido por ter sido a voz de Mario por décadas e atualmente “Embaixador do Mario”.

Entre os títulos para jogar estão alguns já lançados para Switch 2, como Donkey Kong Bananza, Mario Kart World e Pokémon Pokopia. Também estarão disponíveis jogos não lançados, como Nintendo Switch Sports Resort, Call of Duty: Modern Warfare 4 e EA Sports FC 27 – mas nada do remake de The Legend of Zelda: Ocarina of Time.

A SEGA também promete muitas novidades em seu estande, incluindo estações com demonstração de jogos ainda nem lançados. Estão na lista o aguardado Alien: Isolation 2, Crazy Taxi: World Tour, Persona 4 Revival, Stranger than Heaver, Sonic Pico Park e Total War: Warhammer 40,000.

É uma quantidade considerável de jogos inéditos para se experimentar na feira, respondendo às críticas dos frequentadores de anos anteriores.

Além de Nintendo e SEGA, outras publishers que confirmaram participação são a Square Enix, a Devolver Digital e a Gravity (com Ragnarok: Yggdrasil). Outras marcas e empresas confirmadas são Monster, Team Liquid, Visa, Alienware, 3D Touch, Cellfy, PCYES e SENAC, entre outras. A lista completa pode ser vista aqui.

Como acontece tradicionalmente, o evento terá uma extensão programação de Meet & Greet com influenciadores (são cerca de 80), desfiles de cosplay com premiação e uma área de jogos independentes e estúdios brasileiros.

Para o público de negócios, haverá uma área exclusiva para reuniões. É prometida a presença de mais de 300 marcas. As reuniões seguem sendo agendadas pela plataforma MeetToMatch. Desde 2024 a Brasil Game Show tem tentado ampliar sua área B2B, de modo a fomentar mais negócios entre o ecossistema brasileiro – aspecto abordado com mais força pela Gamescom Latam ao longo dos últimos anos.

A programação para empresas e executivas também inclui conteúdo, a BGS Conference, dedicado aos anúncios dos expositores da BGS. Entre os convidados internacionais estão, além de Martinet, estão Al Hope e Archie Whitehead, ambos desenvolvedores de Alien: Isolation 2, da SEGA; Kenji Kanno, produtor de Crazy Taxi: World Tour e criador do Crazy Taxi original, também da SEGA; Oscar Lopez e Rodrigo Perez, desenvolvedores do vindouro Call of Duty 4, e Shota Nakama, criador e principal nome da Video Game Orchestra (além de brasileiro de coração).

SERVIÇO
Brasil Game Show 2026
Quando: de 9 a 12 de outubro (1º dia exclusivo para imprensa e influenciadores)
Onde: Distrito Anhembi – Av. Olavo Fontoura, 1209 – Santana, São Paulo/SP
Horário: das 12h às 21h (em 9/10 das 13h às 21h)
Ingressos: de R$ 179 (meia-entrada, um dia) até R$ 2.481 (passaporte camarote) no site oficial

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