Por razões mais históricas que realmente associadas ao atual perfil do jogador brasileiro, o fim de semana do Dia das Crianças costuma ser bastante agitado para quem gosta de eventos de games. Mas esse ano a tradição alcançou um novo limiar. Na sexta-feira (9), começa em São Paulo (SP) a Brasil Game Show, enquanto no sábado (10), no Rio de Janeiro, haverá a final do Campeonato Brasileiro de League of Legends, o CBLOL. No mesmo dia, em Joinville (SC), começa o inédito Pichau Arena 2026, que promete ser o “maior evento gamer e geek do sul do Brasil”, segundo seus realizadores.
Como o nome já revela, trata-se de um encontro organizado e patrocinado pela Pichau, uma das maiores varejistas brasileiras de hardware, computadores e produtos gamers da América Latina, fundada em 2007 justamente em Joinville – um polo econômico importante do sul do País. A grande ironia é que a empresa já foi, em um passado recente, um dos grandes patrocinadores da própria BGS, com estandes imensos e ativações que duravam o dia inteiro.
“Eu acho que o que a gente está fazendo não concorre com a Brasil Game Show. A BGS é em São Paulo — que acaba pegando o público do Brasil inteiro –, e nós temos o público do Sul. A intenção foi de fazer no Dia das Crianças porque é um dia especial, todo pai vai querer levar seu filho ou filha ao evento, e ainda é um feriado”, explica João Pichau, CEO da Pichau, em entrevista exclusiva ao The Gaming Era.
Ele diz que a BGS é “uma parceira de longa data da Pichau”, e lembra que desde 2016 a empresa não esteve em apenas duas edições do evento em São Paulo. “Eu acho que [o Pichau Arena] nem vai afetar a BGS, o nosso público é outro”, pondera.
Segundo o executivo, a ideia de criar um evento com a marca Pichau veio, após investir em outros eventos no País, da conclusão de que “criar nosso próprio seria vantajoso”. “No Sul não havia nenhum evento de larga escala, e entendemos que criar o nosso traria mais resultados e ajudaria nossas marcas a aparecer mais para o público”, explica.
A proposta declarada do Pichau Arena 2026, programado para acontecer entre 10 e 12 de outubro no Joinville Square Garden, é ser um espaço para esportes eletrônicos, com uma arena eSports com mais de 200 computadores – prometida como “a maior arena de eSports do Brasil”, além de espaços para simuladores de corrida e torneio gamer. Serão dois palcos com estruturas simultâneas, um principal e outro para a comunidade.
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Os prêmios somados serão de R$ 66 mil com dois formatos: times 5×5 e individual 1×1 em títulos competitivos como Counter-Strike 2, League of Legends, EA Sports FC, Street Fighter 6, Clash Royale e Asseto Corsa.
Haverá ainda quatro concursos de cosplay, com premiação somada de R$ 83 mil, e dois de K-Pop, com R$ 20 mil em prêmios. Entre os influenciadores presentes estarão alguns gigantes, como Brino, Lipão Gamer, Gordox e Leo Stronda, entre vários outros.
Também espaços pensados para os parceiros de varejo da Pichau, especialmente marcas de hardware e componentes, incluindo AMD, Intel, Nvidia, MSI, Mancer, Corsair, Gigabyte, Aorus, Hiksemi, NoPing e Adata XPG, além de apoiadores locais como PRS, Posers e SiM Fibra.

Segundo o executivo, o objetivo do evento não é fazer vendas presenciais nos estandes, “até porque trabalhamos com vendas digitais no e-commerce”, mas haverá uma promoção temática no site relacionada ao Pichau Arena. “Teremos descontos especiais que poderão ser aproveitados por clientes de todo o Brasil, independentemente de irem ou não ao evento físico”, assegura ele.
Projeções e futuro
A expectativa é que o Pichau Arena receba 50 mil visitantes em três dias de evento, ou cerca de 20 mil pessoas por dia. O perfil do público é “qualquer pessoa que goste de entretenimento e games dentro e fora da cidade, desde crianças até pessoas mais velhas”, diz o CEO, que nega ser um evento com foco único nos eSports. “O objetivo é incluir todos os elementos da cultura gamer e da cultura geek”.
Pergunto para João Pichau se, no futuro, haverá uma área no evento para o público de negócios (B2B) ou pensada para exposição de jogos de estúdios brasileiros ou independentes no evento, o que o aproximaria ainda mais de outros eventos consagrados no País. O CEO responde que, na edição desse ano, faltou espaço, mas que para as próximas edições “é um desejo”.
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Pichau assegura que não se trata de um evento único, e que o Arena “veio para ficar”, com identidade e público próprios. O objetivo, diz, nunca foi concorrer com outros eventos, mas sim ter “foco no próprio projeto”. “Como a Pichau é uma empresa de tecnologia, o evento funciona como uma vertente da marca, sendo tratado como parte das iniciativas da empresa”, diz.
Ainda há ingressos a venda para o Arena Pichau 2026 na plataforma Ingressos GT. Os valores vão de R$ 100 (meia solidária) até R$ 500 (passaporte VIP para três dias). É possível saber mais sobre o evento no site oficial.



