Thermal Throttling: como o superaquecimento afeta seus frames

Recurso ajuda a impedir danos ao hardware, mas quando ativado com frequência pode ser sinal de atenção, escreve Daniel Santarem
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Foto: Canva

Se você é um gamer que prefere computadores a consoles, quase certamente você já enfrentou problemas de superaquecimento no seu tão sonhado PC gamer. O cenário é familiar: você está jogando há algum tempo e às vezes está em um momento importante do jogo, quando de repente começa a perder frames, sentir o movimento lento, encontrar com telas de carregamento infinitas etc. É o chamado Thermal Throttling, recurso ativado como medida de segurança para lidar com o calor excessivo na máquina.

O Thermal Throttling é um mecanismo integrado a processadores (CPUs) e placas de vídeo (GPUs). Quando esses componentes atingem temperaturas elevadas, reduzem temporariamente sua frequência de operação para diminuir a geração de calor e preservar sua integridade. Quando a temperatura interna ultrapassa níveis seguros, isto é, em torno de 60ºC a 80 °C, o próprio hardware ativa mecanismos de proteção.

E apesar de ser ele o responsável pelas perdas de qualidade, ele não é o vilão da história. Pelo contrário, é o recurso que ajuda a impedir danos ao hardware, desligamentos inesperados e redução da vida útil dos componentes. No entanto, quando esse mecanismo é ativado com frequência durante jogos ou tarefas pesadas, pode ser um sinal de que o sistema de resfriamento precisa de atenção.

Ao reduzir a velocidade de operação da CPU ou GPU, o computador passa a ter menos capacidade para processar gráficos, física e dados em tempo real. Como consequência, o jogador pode perceber quedas de taxa de quadros (FPS), travamentos pontuais ou uma performance menos estável durante a gameplay.

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Em alguns casos, esse impacto gera travadas durante momentos mais intensos do jogo, especialmente quando há muitos elementos sendo processados simultaneamente.

Também é possível notar texturas demorando mais para carregar. Jogos modernos precisam transferir e renderizar grandes volumes de dados rapidamente; quando o hardware reduz seu ritmo para controlar a temperatura, o sistema pode priorizar tarefas mais importantes, como manter a jogabilidade fluida, deixando detalhes visuais em segundo plano.

Outro efeito possível é que, ao entrar em uma nova área ou iniciar uma partida que exige bastante da CPU e da GPU, o mecanismo de proteção pode reduzir sua frequência justamente nesse momento de maior demanda.

A boa notícia é que, na maioria dos casos, é possível minimizar essas situações com cuidados simples. A limpeza interna do gabinete, por exemplo, ajuda a remover poeira acumulada em ventoinhas, filtros e dissipadores, melhorando a circulação de ar.

A troca periódica da pasta térmica também pode fazer diferença, pois ela contribui para a transferência eficiente de calor entre o chip e o sistema de refrigeração. Além disso, é importante organizar o fluxo de ar do gabinete: o ideal é que o ar frio entre pela parte frontal e que o ar quente seja expelido pelas regiões traseira e superior.

Evitar locais abafados, superfícies que bloqueiem entradas de ar e computadores muito próximos à parede também contribui para temperaturas mais equilibradas.

Por fim, caso o cooler padrão do processador não seja suficiente para a sua rotina de uso, investir em um air cooler de boa qualidade ou em um water cooler selado pode trazer maior estabilidade térmica e ajudar o computador a manter seu desempenho por mais tempo.

No universo dos games, o Thermal Throttling existe para proteger sua máquina. Porém quando ele aparece com frequência, pode estar indicando que é hora de olhar com mais atenção para a saúde térmica do seu PC.

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