Cadê o jogo da Copa? Enquanto FIFA some, eFootball e indie argentino chamam atenção

Títulos investem em nostalgia, futebol arcade e referências históricas às Copas do Mundo para celebrar o mundial nos games
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Beat the Champions, do estúdio argentino Whiteboard Games. Imagem: Divulgação

Não vai ter Copa no videogame? É estranho, mas faltando menos de um mês para o Mundial a FIFA ainda não mostrou o game oficial da competição, produzido pela Delphi Interactive em parceria com a Netflix.

Difícil confiar, mas felizmente esta não é a única opção para quem quer curtir a Copa do Mundo de Futebol de 2026 nos jogos eletrônicos.

O título que estou mais empolgado é o eFootball Kick-Off!, da Konami, com lançamento previsto para 3 de junho no Nintendo Switch 2.

Sempre fui fã do Pro Evolution Soccer, faz anos que jogo o eFootball pelo carinho e atenção que dão ao futebol brasileiro (e ao meu Peixão!) e fico animado com a perspectiva de a série finalmente chegar ao Switch com uma proposta focada em competições globais e em gerenciamento de clubes.

Porém, o título que me deixou mais curioso é o inesperado Beat the Champions, produção indie do estúdio argentino Whiteboard Games que sai no final de maio para PC. A proposta é de um futebol arcade bem estilo cartuchos dos anos 1990, com muita velocidade, poucas faltas e chutes caóticos.

De cara, quero criticar bastante o evidente uso de artes de IA em todos os materiais promocionais. O estilo é super inconsistente, varia de monte e tem aquele aspecto triste, sem alma e de contornos milimetricamente perfeitos que fogem completamente da magia da competição de futebol.

Por outro lado, quero parabenizar a sacada genial de ter a licença oficial da AFA, a Asociación del Fútbol Argentino, a representante máxima do futebol dos hermanos. Isso se traduz em aparições oficiais de Lionel Messi, Di María e vários outros craques de diferentes eras da seleção albiceleste.

O game traz equipes de épocas distintas, o que dá a oportunidade de bater bola com figuras absolutamente lendárias, como Gabriel Batitusta e Diego Maradona.

Sou muito fã da história do futebol no geral e em especial das Copas do Mundo e vejo nos games uma ferramenta poderosa e totalmente subestimada para preservação histórica do esporte. Exalto ainda hoje o game da Copa de 1998, que tinha um modo para reviver finais clássicas do torneio, e também o FIFA 2000, que trazia diversos times e seleções marcantes de épocas distintas, incluindo o imbatível Santos bicampeão do mundo de 62 e 63, com o ataque dos sonhos composto por Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

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