Olímpio Neto, do Petit Fabrik: ‘veia artística’ do povo amazonense é ‘vantagem competitiva’

CEO falou da trajetória do estúdio amazonense durante a Headscon Acre 2025
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Olímpio Neto. Foto: Divulgação, Agência Collab

Por Netto Valdeir, da Agência Collab na Headscon Acre 2025

Para Olímpio NetoCEO do estúdio amazonense Petit Fabrik, o Brasil, apesar de ser um dos maiores mercados consumidores de games no mundo, ainda carece de políticas públicas e de infraestrutura robusta para o crescimento da indústria local. A falta de profissionais qualificados é uma realidade, com a demanda superando em muito a oferta. 

Mas, ressaltou, esses obstáculos são também oportunidades. Ele é um defensor incansável da vocação do Amazonas para a indústria de games, uma matriz econômica que, segundo ele, não polui, não desmata e gera um volume financeiro enorme. Também promove transformação social através de salários atraentes para os jovens talentos.

Na terça-feira (18), no primeiro dia da Headscon Acre 2025, Olímpio falou sobre criatividade e da trajetória do estúdio que preside. A produtora desenvolve jogos, animações e conteúdo audiovisual. Não só isso, conta histórias, constrói universos e, acima de tudo, acredita no potencial ilimitado da Amazônia.

“O povo da região amazônica é criativo. Tem uma veia artística muito forte, e isso pode ser uma vantagem competitiva para nós na medida que tivermos oportunidades”, ponderou Olímpio à Agência Collab. “Ter pessoas capacitadas certamente vai se refletir em bons projetos, que podem alavancar a indústria aqui da nossa região.”

Olímpio acredita que o Brasil, e em especial a Amazônia, tem papel fundamental no futuro da indústria de jogos. E que o investimento em talentos locais é a chave para o sucesso. 

Trajetória

Durante o painel, o CEO contou um pouco da própria história – e a do estúdio que preside. Segundo ele, a entrada no setor se deu pela “vontade de empreender”. 

“Comecei a entrar na indústria de jogos pela vontade de empreender. Vi nesse meio uma oportunidade. Lógico que eu sempre gostei de jogar, assistir filmes e séries. Sempre tive essa paixão pela cultura pop, digamos assim, e conciliei uma coisa com a outra”, lembra.

O Petit Fabrik foi fundado por Olímpio e seus sócios em 2007 em Manaus, capital do Amazonas, e se consolidou como um dos principais da indústria de entretenimento digital no Norte do Brasil. Evoluiu de um pequeno grupo de animação para uma empresa com mais de 80 profissionais, atuando em games, animações e séries, além de prestar serviços para grandes marcas globais. 

Apesar de ter trabalhado com grandes propriedades intelectuais internacionais – como Trolls e Miraculous, além de desenhos da Nickelodeon como em Nicktoons & The Dice of Destiny – o foco do Petit Fabrik é o desenvolvimento de IPs próprias e a exportação de serviços criativos. Os jogos da série Kukoos e a série animada Lupita são as mais conhecidas.

* texto originalmente publicado pela Agência Collab

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