O número de brasileiros com o hábito de jogar jogos digitais atingiu o maior nível já registrado pela Pesquisa Game Brasil (PGB). Na 12ª edição, publicada este ano, 82,8% dos entrevistados afirmam cultivar esse hábito em momentos de lazer. Mas o estudo também traz um recorte que merece atenção: o geracional.
Ao analisar o comportamento de diferentes gerações, desde a Alpha (10 a 15 anos) aos Baby Boomers (61 a 79 anos), o material revela que a paixão pelos games não tem idade certa.
Quando trazemos esse ponto de vista para a relação entre pais e filhos, vemos que os games são uma ferramenta que pode funcionar como ponte para estreitar laços. Sentimentos retratadas pelos jogos, como frustração, conquista e superação, constroem um elo de confiança, criam um ambiente seguro e de apoio mútuo, além de reconhecimento das habilidades um do outro.
Com o tempo, essas mudanças podem se refletir também nas interações do cotidiano, fortalecendo as relações de uma maneira orgânica.
LEIA TAMBÉM: Use bem seus influenciadores… você vai precisar!, por Guto Buarque, da Intel
Além disso, os jogos são, antes de tudo, uma forma de entretenimento. Eles oferecem experiências imersivas que estimulam a imaginação e proporcionam momentos de leveza no cotidiano. Cada partida apresenta uma linguagem própria, metas a serem alcançadas e desafios a serem superados, mantendo o jogador engajado na descoberta de diferentes mundos e narrativas.
Muitos games estimulam, inclusive, a cooperação em prol de objetivos comuns, o que ativa o senso de pertencimento, gerando sensação de bem-estar e criando memórias. Ou seja, além de poderem explorar a possiblidade de estarem mais próximos, pais e filhos se divertem ao conhecer esses mundos.
Compreender o valor dos jogos como um espaço legítimo de convivência intergeracional é entender que a diversão compartilhada cria momentos que ninguém consegue esquecer. Por isso, meu conselho é: famílias, permitam-se construir esses elos que vão além da idade e do tempo.




