O novo IOF e o peso no bolso de quem joga, cria e compete

Plataformas de streaming, serviços de nuvem, softwares de edição… Tudo ficou mais caro por causa do novo IOF!
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Imagem: Canva

Nos últimos meses, tenho pensado muito sobre como as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras (o IOF) impactam o universo gamer. Pode parecer um assunto distante, coisa de “economista”, mas a verdade é que ele bate direto na nossa rotina: desde a assinatura de um software até a inscrição em um campeonato lá fora.

Pra quem não acompanhou: o governo subiu a alíquota do IOF nas transações internacionais para 3,5%. Parece pouco? Mas pense comigo: em uma compra de R$ 1.000, são R$ 35 só desse imposto. Antes, algumas operações eram de apenas 0,38%. É um salto enorme.

No meu caso, que trabalho com criação de conteúdo e projetos no cenário competitivo, quase tudo passa por ferramentas internacionais: plataformas de streaming, serviços de nuvem, softwares de edição… Agora, tudo ficou mais caro.

E não sou só eu.

  • Times de e-sports: quando pagam inscrição de torneio fora ou contratam coach estrangeiro, a conta chega mais pesada;
  • Jogadores comuns: aquela compra em site gringo, a mensalidade de um serviço internacional ou até recarga de game passa pelo mesmo aumento;
  • Estúdios brasileiros: mesmo crescendo muito – já são mais de mil no País -, eles dependem de assets, engines e servidores cobrados em dólar ou euro. E adivinha? IOF em cima!

Por que isso me preocupa

O Brasil é um dos maiores mercados gamers do mundo, com milhões de jogadores e uma cena competitiva cada vez mais forte. Mas esse tipo de aumento joga contra a gente. A gente deixa de ser competitivo lá fora porque o custo aqui dentro não para de crescer.

E, sinceramente, a sensação que fica é de imprevisibilidade. Um dia a regra é uma, no outro já mudou. Para quem empreende no cenário gamer, é como jogar um campeonato em que a cada partida o juiz inventa uma regra nova.

O que dá pra fazer na prática

Eu não gosto de ficar só reclamando, mas de de buscar alternativas. Algumas dicas que eu mesma estou colocando em prática:

  • Dar preferência a serviços que cobram em real. Muitos já têm opção de billing local, e isso corta o IOF;
  • Revisar contratos e plataformas. Vale renegociar ou trocar ferramentas que não têm cobrança nacional;
  • Planejar compras internacionais. Agrupar renovações ou esperar promoções pode ajudar a sentir menos o impacto;
  • Transparência com a comunidade. Se o preço da assinatura de um canal ou campeonato aumentar, explicar o motivo é fundamental. As pessoas entendem quando você abre o jogo.

O que a gente precisa cobrar

Do governo, eu espero previsibilidade. Regras que não mudem a cada ano, para que empresas, times e criadores possam se planejar. 

E, mais que isso, políticas que não só encareçam o acesso, mas que também fortaleçam a produção nacional de jogos. Porque a gente não é só consumidor: a gente cria, exporta, representa o Brasil lá fora.

Em resumo…

O IOF de 3,5% é um nerf pesado no nosso bolso. Mas dá pra driblar parte desse impacto com escolhas inteligentes e planejamento. O que não dá é aceitar que o cenário gamer brasileiro – que já mostrou tanto talento e potencial – fique sempre jogando contra um sistema tributário que parece mais um “modo hard”.

E aí, o que vocês acham? Bora trocar ideia e pensar juntos em formas de fortalecer nosso cenário, mesmo com os obstáculos que aparecem pelo caminho?

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