Uma pesquisa realizada pela Serasa Experian, em parceria com a Gamers Club, descobriu que 43% dos brasileiros têm o costume de jogar games competitivos, ou “praticas eSports”, a partir de um console, computador ou notebook. É uma prática que gera investimentos de até R$ 250 mensais, com 77% gastando com jogos digitais e 36% com pacotes de expansão, itens e funcionalidades adicionais.
O estudo foi divulgado essa semana para celebrar o Dia do Gamer, comemorado nessa sexta-feira (29). Foram feitas pouco mais de 4.500 entrevistas entre 25 e 31 de julho de 2025.
Segundo a pesquisa, 24% dos gamers afirmam assinar algum serviço de acesso a bibliotecas de jogos online, e 59% costumam comprar jogos digitais para consoles ou computadores. Apenas 15% compram todos os meses, o que indica que a presença dos jogos no orçamento recorrente dos brasileiros ainda é incipiente.
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Os gêneros preferidos dos entrevistados são, na ordem, os jogos de tiro (38%), os de ação (37%) e os simuladores. Entre os serviços de assinatura, o Xbox Game Pass lidera com folga no Brasil, alcançando 68% das respostas, seguido do PlayStation Plus (26%) e do EA Play (16%).
A maioria absoluta (92%) prefere comprar em plataformas digitais, enquanto 13% preferem os marketplaces. As lojas físicas são preferidas por apenas 13%.
Mais de seis a cada 10 (64%) dos que afirmam jogar videogame passam de uma a três horas por dia jogando. O estudo aponta que o principal motivo para as pessoas jogarem é o lazer (55%), seguido da necessidade de desestressar (37%), competitividade (35%) e interação com amigos (21%).
Economia virtual
Segundo os dados, 87% dos jogadores costumam comprar itens ou atualizações utilizando moedas virtuais conquistadas no próprio jogo. Para 71%, gastar dinheiro real para comprar essas moedas é uma prática comum, caso o jogo ofereça a possibilidade.
“Em um cenário em que os jogos são uma válvula de escape para muitos consumidores, é preciso estar atento às compras impulsivas durante os momentos de diversão. O planejamento financeiro e controle do orçamento são fundamentais para evitar o endividamento e garantir a diversão com consciência”, diz em comunicado Thiago Ramos, especialista da Serasa em educação financeira.
Socialização
O estudo também descobriu que, apesar de 52% dos entrevistados considerarem o hábito de jogar uma “jornada solitária”, os gamers também se engajam presencialmente: 31% dos entrevistados dizem participar de eventos relacionados a games, e 80% dizem comparecer pelo menos uma vez ao ano.
Para viver experiências ao vivo, 35% costumam gastar até R$ 100, 17% desembolsam entre R$ 201 e R$ 300, e 13% investem de R$ 301 a R$ 400 em ingressos, viagens ou produtos exclusivos.
“O mercado gamer continua em plena expansão, impulsionado por uma comunidade cada vez mais engajada e por inovações tecnológicas que elevam a experiência de jogo a um novo patamar”, pondera Yuri Fly, CEO fundador da Gamers Club.



