Para 82,7% dos brasileiros da geração Z, carreira nos eSports é desejo possível

Pesquisa da Logitech G indica que 59,27% dos brasileiros acreditam que os eSports deveriam estar nas Olimpíadas
esports, esportes eletronicos
Imagem: Canva

Jogar videogames profissionalmente é uma tão possível e desejável quanto ter uma carreira em desenvolvimento de software, por exemplo. Para 82,73% dos entrevistados brasileiros de uma pesquisa recente com jovens da chamada “geração z”, deveria haver caminhos mais formais para carreiras em eSports e games profissionais.

É o que revela um estudo encomendado pela Logitech G, marca gamer da fabricante suíça de periféricos Logitech, com 18 mil adultos de 12 países, incluindo o Brasil. Por aqui, 17,2% dos entrevistados dizem que o gaming profissional está acima de carreiras tradicionalmente aspiracionais, como atleta.

Segundo os autores, os resultados indicam “mudanças significativas” de percepção da geração z sobre carreiras, e os esportes eletrônicos parecem ter superado em legitimidade profissões mais tradicionais.

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Mais da metade (51%) dos entrevistados globalmente enxergam os eSports como carreira profissional legítima, e mais de dois terços da geração Z (67%) e 60% dos millennials concordam que o gaming profissional é carreira legítima. Pouco mais de um terço das pessoas globalmente (37%) defendem a inclusão dos eSports como modalidade olímpica — número que sobe para quase metade (49%) entre a geração z.

No Brasil, o estudo descobriu que a percepção sobre o gaming profissional melhorou significativamente na última década, com 60,87% acreditando que as carreiras em gaming profissional são vistas como mais aspiracionais hoje do que eram há 10 anos. Essa percepção cai um pouco entre outras gerações – 58,2% entre baby boomers, e 57,3% entre a geração X e 66,67% dos millennials.

Desafios e resistências

Apesar dos números de aceitação geral dos eSports e das carreiras em gaming, muitos ainda hesitam em recomendar o caminho para filhos ou jovens. Enquanto 19,6% escolheriam incentivar uma carreira em saúde, apenas 4,6% fariam o mesmo com os games. Para 44,73%, falta apoio familiar e social.

“Risco financeiro ou instabilidade de renda, competitividade da indústria e falta de caminhos de treinamento e formação também aparecem como algumas das principais barreiras apontadas no estudo global”, diz em comunicado Ricardo Filó, líder de marketing da Logitech no Brasil e no México. “… muitos entrevistados ainda acreditam que os eSports não são uma ‘carreira de verdade’, justamente porque continua sendo percebido apenas como hobby por 46% dos respondentes…”.

No Brasil, 42,2% acham que regulamentação e governança fariam as pessoas levarem o gaming profissional mais a sério; a inclusão em grandes eventos esportivos globais aparece nas respostas de 54,33%; caminhos educacionais mais claros segundo 36,13%; e mais centros profissionais de treinamento para 42,93%. Para 61,67%, as escolas deveriam incluir aulas de eSports no currículo, como já acontece com esportes tradicionais.

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