O último trimestre do ano é o “Super Bowl” do marketing em tecnologia e games. Black Friday, Natal e férias escolares formam uma tríade de consumo intensa e cada vez mais disputada.
É nesse período que marcas concentram seus maiores esforços promocionais, mas também enfrentam o maior ruído publicitário. A atenção do consumidor virou um ativo escasso, e conquistá-la exige mais do que descontos agressivos.
Nesse cenário, influenciadores não são mais um recurso complementar. Eles são ativos estratégicos para marcas que querem mais do que visibilidade: querem relevância.
Quando bem integrados às campanhas, creators funcionam como tradutores culturais, contextualizam produtos, conectam narrativas ao estilo de vida digital e ajudam a construir confiança em meio à saturação de mensagens.
Tradutores culturais
No universo de tecnologia e games, creators não apenas divulgam produtos, eles os interpretam. São pontes entre marcas e comunidades, com linguagem, estética e timing que ressoam com autenticidade.
Segundo o Censo de Criadores 2025 da Wake Creators, 83% dos creators brasileiros são micro-influenciadores (até 100 mil seguidores), considerados os mais eficazes em conversão.
Isso reforça que a influência não está no tamanho da audiência, mas na qualidade da relação construída com ela.
Mais do que alcance, o que importa é a construção de comunidade, uma tendência que vem se consolidando como prioridade para marcas que atuam no setor. E com o avanço da inteligência artificial, influenciadores já utilizam IA para editar conteúdo, analisar engajamento e distribuir mensagens com mais precisão (Wake Creators, 2025).
Black Friday é só o início
A tentação de tratar influenciadores como mídia de performance para a Black Friday é grande. Mas essa visão míope perde o maior valor que eles oferecem: construção de confiança e comunidade.
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Dados da MField e Opinion Box de 2024 mostram que 56% dos consumidores afirmaram ter comprado após serem impactados por ações com influenciadores na Black Friday. Além disso, 65% acreditam que eventos com influenciadores geram valor para as marcas.
E 49% dos consumidores recorrem a influenciadores para tomar decisões de compra durante a data. Esses números mostram que a influência não é periférica ela é central na jornada de decisão. E mais do que ampliar alcance, os creators traduzem ofertas em narrativas autênticas, ajustadas ao contexto da comunidade gamer e tech.
Estratégia contínua, não ação pontual
A lógica de fim de ano deve ser vista como preparação para o próximo ciclo de consumo. Os influenciadores que ajudam a vender em novembro são os mesmos que podem lançar produtos em janeiro, engajar comunidades em fevereiro e cocriar experiências em março.
É uma construção de marca, não uma corrida de descontos. E quem souber integrar creators à estratégia de forma contínua, com inteligência e propósito, vai dominar o jogo. Porque no marketing de tecnologia e games, atenção é a moeda e influência é o canal mais valioso para conquistá-la.



