Quando proteger sua marca se torna parte do jogo

Voz, estilo, cores, jeito de falar: tudo isso é sua identidade visual e ela fala antes mesmo de qualquer palavra
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Ana Xisdê. Foto: Reprodução, Instagram

Recentemente, vivi algo que me fez pensar muito sobre identidade visual, autenticidade e respeito dentro do mercado gamer. Depois de um processo judicial, a Justiça reconheceu que o nome “Xisde”, usado por uma organização, causava confusão com o meu nome artístico – Ana Xisdê – e determinou que eles parassem de usá-lo.

Muita gente acompanhou esse caso de fora e achou que era “só sobre um nome”. Mas, pra mim, foi sobre anos de construção de reputação, credibilidade e imagem.

Foi sobre olhar pra tudo que já construí, com trabalho, erros, acertos, noites em claro, e entender que isso também é patrimônio.

Sua marca é o que te diferencia

No meio de tantas lives, times, canais, casters e influencers, o que faz alguém lembrar de você? Não é só o conteúdo. É o como você entrega esse conteúdo.

É sua voz, seu estilo, suas cores, seu jeito de falar, de aparecer, de representar algo. Tudo isso é identidade visual, e ela fala sobre você antes mesmo que você diga qualquer palavra.

No meu caso, o nome “Xisdê” foi ganhando significado com o tempo e virou parte da minha história. Ele se tornou uma assinatura porque é um representação do meu sorriso, que faz meu olhos se fecharem (XD/Xisdê). Um símbolo da mulher que fala de games, mas também de representatividade, de propósito, de coragem pra ocupar espaços.

Quando outro grupo começa a usar algo parecido, com cores e identidade próximas, isso confunde o público, e fere não só um direito jurídico, mas também um vínculo de confiança.

O que aprendi com essa história

A lição é simples, mas poderosa: quem trabalha com criação precisa entender que sua marca é um ativo.

E isso vale pra quem está começando hoje também. Quando você cria conteúdo, “streama”, narra, comenta, produz… você está construindo uma marca, mesmo que ainda não perceba.

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E se essa marca não tiver clareza visual, coerência e proteção, alguém pode se apropriar da sua imagem (ou de algo muito parecido com ela) antes mesmo que você perceba.

Como construir sua identidade visual no mundo gamer

Deixa eu te contar o que eu gostaria que tivessem me dito lá no começo:

  1. Comece sabendo quem você é: Seu visual precisa conversar com seus valores. Você é competitivo? Divertido? Engajado? Minimalista? Tudo isso define a sua estética — e o público sente quando ela é autêntica.
  2. Pesquise antes de se lançar: Veja se o nome que você escolheu já existe, se tem alguém com algo parecido. Isso evita muita dor de cabeça no futuro.
  3. Tenha uma identidade coerente: As cores, a logo, o estilo das suas capas, thumbnails, overlays… tudo precisa conversar entre si. Quando a pessoa bate o olho, ela tem que pensar: é ele, é ela.
  4. Proteja o que é seu: Registrar o nome e o logotipo pode parecer burocrático, mas é um ato de maturidade profissional. Você está dizendo pro mercado: “isso aqui é meu trabalho, e eu respeito o que construí”.
  5. Atualize, mas não apague sua história: Se for mudar o visual, faça isso com propósito. A sua trajetória também faz parte da sua identidade.

O futuro é de quem tem propósito – e presença

Hoje, o mercado gamer não é mais só sobre habilidade. É sobre presença – quem você é, o que você representa, o que comunica sem precisar falar. E é sobre propósito – o porquê de você estar ali.

A vitória nesse processo não foi só minha.  Foi uma vitória pra todo criador que entende que o digital é território, e que nesse território, respeitar o espaço do outro é essencial.

Proteger sua identidade visual não é vaidade, é profissionalismo. E no fim das contas, é também sobre respeito à própria história.

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