A Nintendo está pressionando seus fornecedores na Ásia para que aumentem suas produções de modo a conseguir encerrar o primeiro ano de vida do Switch 2 em março de 2026 com um recorde de unidades entregues aos varejistas: 25 milhões. O número é expressivamente maior do que os cerca de 15 milhões projetados por analistas pouco após o lançamento do console.
Se conseguir de fato entregar esse volume, seria um recorde tanto para a Nintendo como para o mercado global de consoles. Apenas a título de comparação, o PlayStation 5, da Sony, vendeu quase 8 milhões de unidades nos primeiros 12 meses, e o Switch (o primeiro) vendeu 14,8 milhões.
Segundo matéria assinada por Takashi Mochizuki e Debby Wu, da Bloomberg, citando fontes familiares ao assunto, o objetivo da fabricante japonesa é atender a demanda projetada para as festas de fim de ano. A empresa ainda estaria otimizando linhas de montagem – hoje concentradas especialmente na China, Japão e Vietnã – para alcançar esse resultado.
A capacidade atual, no entanto, já seria suficiente para superar as estimativas anteriores dos analistas. A expectativa é que a Nintendo venda cerca de 20 milhões de unidades do Switch 2 neste ano fiscal (que termina em março de 2026), com base nas estimativas dos parceiros. Os consoles restantes seriam comercializados no varejo no próximo ano fiscal.
À Bloomberg, a empresa japonesa se recusou a comentar as informações.
Segundo as fontes da agência de notícias, o plano de produção ambicioso busca evitar problemas de abastecimento do mercado com o qual sofreram, por exemplo, as próprias Nintendo e Sony durante a pandemia de COVID-19. Naquele ano, quando foram lançados o PlayStation 5 e o Xbox Series, da Microsoft, houve uma crise nas cadeias de suprimento para a indústria de eletrônicos.
A Nintendo teria mais do que dobrado o investimento em marketing para garantir o sucesso do Switch 2 no mundo – o que explica inclusive a participação cativa da empresa nos principais eventos brasileiros, como Brasil Game Show e Gamescom Latam. Apesar dos preços elevados no mercado local, e após longo período longe do Brasil, a Nintendo projeta conquistar até 30% de market share no Brasil, segundo seus próprios executivos.
* com informações da Bloomberg Ásia




