Meta tem perdas bilionárias com a Reality Labs e futuro dos games VR fica ainda mais nebuloso

Divisão de VR registrou prejuízo operacional de US$ 4,2 bi. Vendas do Meta Quest caíram, apesar de preços menores e games exclusivos
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O Meta Quest 3S. Foto: Divulgação

O Reality Labs, divisão da Meta – dona do Facebook e do Instagram – especializada no desenvolvimento de dispositivos de realidade virtual e aplicações para ambientes virtuais e aumentados, continua enfrentando resultados financeiros negativos, o que a levou a ser questionada por acionistas da própria empresa em reunião pública. No primeiro trimestre de 2025, a divisão registrou prejuízo operacional de US$ 4,2 bilhões, continuação de uma tendência de perdas que totalizaram US$ 17,7 bilhões ao longo de 2024.

Em alguma medida os problemas enfrentados pela Meta refletem todo um setor. Outras empresas que investiram em dispositivos para VR, especificamente para games (como a Sony e seu PlayStation VR 1 e 2, ou a Valve, dona do Steam) ou para uso geral (como a Apple), reduziram consideravelmente esforços ao longo dos anos após resultados ruins.

E os games, apesar de aparecerem com destaque nos anúncios da própria Meta para seus dispositivos VR, inclusive com jogos exclusivos (como Batman Arkhan Shadow), parecem não estar ajudando a aumentar a demanda.

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A receita com a linha de produtos do Reality Labs no primeiro trimestre fiscal de 2025 caiu 6% em comparação ao ano anterior, totalizando US$ 412 milhões. A queda nas vendas dos óculos VR da empresa, o Meta Quest, é um dos responsáveis. Apesar disso, houve aumento nas vendas dos óculos inteligentes Ray-Ban Meta AI. As despesas do Reality Labs cresceram 8% no mesmo período, alcançando US$ 4,6 bilhões.

Em termos gerais, a Meta aumentou sua receita em 16% na comparação entre o primeiro trimestre de 2025 e do ano anterior, alcançando US$ 42,3 bilhões. O principal negócio da empresa continua sendo o de redes sociais e anúncios, que cresceu 5% na comparação anual.

Os resultados fazem parte do último relatório fiscal da Meta. O desempenho das vendas do Meta Quest (principal dispositivo VR da companhia) e um movimento recente de reestruturação interna (que incluiu demissões) tem gerado questionamentos dos acionistas da empresa sobre os esforços na área, revela .

O CEO da companhia, Mark Zuckerberg, defendeu os investimentos dizendo que tecnologias de VR e AR (realidade aumentada), combinadas com inteligência artificial, representam oportunidades para o futuro. Óculos inteligentes com IA são um dos produtos no qual a empresa aposta já há alguns anos.

Segundo ele, dispositivos eletrônicos populares atingem volumes significativos de vendas em suas terceiras gerações, sugerindo potencial de crescimento futuro.

* com informações do site Game Deveper

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