LOS intensifica profissionalização e detalha planos aos sócios torcedores

TGE foi convidado para primeira reunião com apoiadores, que já somam 19 mil. Spun Mídia assume de vez o marketing da organização
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Nova line da LOS para Valorant com Matheus ‘bzkA’ ao centro. Foto: Divulgação, LOS

Pouco mais de oito meses após a entrada da Spun Mídia no negócio da LOS, o movimento de profissionalização da organização continua. A org é fruto da fusão, em 2023, da Los Grandes com a Team One, o que criou uma das maiores populares estruturas de eSports do Brasil, com milhões de seguidores.

O objetivo atual, com a entrada da agência e o fortalecimento da estrutura corporativa, é alcançar um modelo de negócios que não dependa exclusivamente de patrocínios, conteúdo ou prêmios obtidos pelas line-ups. A aposta é na diversificação e no apoio irrestrito da própria comunidade para alcançar a sustentabilidade financeira – o que, segundo os sócios, está muito próximo de acontecer.

O The Gaming Era foi convidado pela LOS para acompanhar a primeira apresentação feita aos sócios torcedores de um programa lançado em novembro de 2024, e que já acumula 19 mil associados. Os planos para o futuro, além de uma certa prestação de contas sobre movimentos passados, foram apresentados de forma bastante franca por Alexandre ‘Kakavel’ Peres, o CEO da organização, que assumiu o cargo em definitivo em setembro passado, e João Pedro Manetti, CEO da Spun Mídia.

No mesmo dia a LOS anunciou que a Spun passará a ser responsável por todo o marketing e comunicação da organização-empresa. A gaúcha Spun Mídia é sócia da LOS desde junho de 2024, e tem atuado sobretudo na estruturação de processos e conversão de público da LOS para marcas parceiras, de modo a rentabilizar a comunidade, o poder de influência e os talentos esportivos da organização.

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Alexandre Peres, o Kakavel, CEO da LOS. Foto: Divulgação

A agência é especialista em performance digital, e oferece, segundo ela própria, serviços de tráfego pago e orgânico, mídia programática e campanhas, entre outras características do mercado de publicidade atual. Diz alcançar 300 mil novas pessoas “todos os dias”, e cerca de 150 sites rodando simultaneamente.

A busca por um modelo de negócios ideal é uma constante em todo o setor de eSports. Cada uma das organizações explora maneiras diferentes de se manter financeiramente viável após o “inverno dos eSports”, como se chama a boca pequena o período de queda e a fuga de marcas não-endêmicas do setor após a “boom” registrado durante a pandemia.

No caso da LOS, a estratégia se baseia em um tripé que conjuga as competições (liderado por Kakavel), o entretenimento (cujo maior expoente é o fundador da LOS Grandes, Rodrigo ‘El Gato’ Fernandes) e o marketing digital (a cargo da Spun). Há também Rodrigo Terron, investidor e conselheiro da LOS, que participa do processo de fusão desde a compra da Team One pela Los Grandes.

“Tentamos unir empresas que fossem fortes em cada uma dessas pontas. A Spun era a peça que faltava no nosso quebra cabeça. Não vejo outra organização no Brasil, nem nos EUA, com uma peça como a Spun”, disse o CEO da organização, durante a reunião.

Ponto de equilíbrio na LOS

No primeiro semestre do ano passado, a empresa firmou parcerias com marcas como a Allu (especialista em aluguel de eletrônicos) e a fintech NG.CASH, que participa do programa de sócio torcedor oferecendo benefícios. A “LOS Holding”, como definiu Kakavel, ainda passa pelo processo de fusão, mas já conseguiu sair “das oscilações e incertezas pelos quais passaram cada uma das empresas de forma separada”, disse, ressaltando que o objetivo agora é “planejar os próximos 10 anos da empresa”.

“Tivemos a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a parte competitiva e saúde financeira da empresa. (…) A realidade do nosso mercado de conteúdo impactou bastante: o dinheiro das plataformas de streaming sumiu, alguns patrocínios deixaram de existir, e o mercado de modo geral passou a ser mais individualizado, saindo das organizações e indo diretamente para os influenciadores”, analisou o executivo.

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João Pedro Manetti, CEO da Spun Mídia. Foto: Divulgação

Por isso, segundo Kakavel, a LOS escolheu o caminho de “deixar de ser uma empresa única e exclusivamente de eSports e se torna uma holding que abraça todos os outros segmentos do mercado gamer”, resumiu.

Kakavel não esconde a intenção de reforçar a atuação da LOS não só nos eSports, mas também em áreas como e-commerce, monetização e influenciadores. E entrar em outras ainda não exploradas, como tecnologia da informação e desenvolvimento de jogos. Sim, a empresa estuda criar seus próprios games – coisa que, aliás, um dos sócios da LOS já faz.

“Os eSports são como a ponta de um iceberg, que nos traz visibilidade, público e relevância. Mas por trás disso há uma cadeia de outras coisas que precisam acontecer. Queremos ser um ecossistema como um todo, atendendo vários pontos diferentes”, explica Manetti, ao explicar que cada line-up da empresa não precisa necessariamente ser lucrativa. “O mercado de publicidade segue aquecido (…), só que o mercado de games esquece do resto do iceberg.”

Novidades no competitivo

No campo competitivo, a novidade relevada aos sócios torcedores é o retorno ao Valorant e a contratação de Matheus ‘bzkA’ Tarasconi como head da modalidade, além da contratação do elenco da PR0NETS, que passa a atuar sob a bandeira da LOS. O elenco contratado disputará o Challengers Brasil 2025 e buscará vaga para as franquias da próxima temporada competitiva. É um retorno após a LOS passar dois anos fora do shooter da Riot Games.

Além de Valorant, a organização tem line-ups em League of Legends e Free Fire (mobile e emulador). A organização promete “times cascudos” nas três modalidades para a temporada de 2025.

O organização também tem um time de Rainbow Six Siege que desde o ano joga pela liga norte-americana – mas que nesse momento tem a viabilidade em estudos por parte da LOS e não foi mencionada na apresentação aos sócios torcedores.

A empresa, no entanto, não descarta entrar em outras modalidades, inclusive Counter-Strike 2. “Queremos voltar para o CS sim, mas não é algo que vai acontecer tão rapidamente”, ressaltou Kakavel.

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