Quando é que um remake de um game antigo se justifica? O debate é vasto e subjetivo, mas nos últimos anos a Konami fez bonito com Silent Hill e Metal Gear, especialmente aqui para nós no Brasil.
As novas versões de Silent Hill 2 e Metal Gear Solid 3 foram lançadas sob muito ceticismo, mas alcançaram sucesso relevante entre crítica especializada, jogadores e nas lojas pelo mundo.
No mercado brasileiro, mais importante do que as discussões sobre conteúdos de gameplay que entraram ou ficaram de fora, ou a releitura do estilo gráfico de cada obra, brilhou forte o fato de os dois jogos terem recebido legendas em português do Brasil, algo que não existia nos títulos originais.
Isso é algo muito relevante, primeiro por se tratar de jogos que dependem muito da compreensão da história para o bom aproveito da obra. Também por serem títulos com um volume absurdo de texto para localizar – que o digam as conversas de CODEC em MGS3!
Até pouco tempo atrás, víamos grandes publishers usarem o argumento da “experiência original” para justificar a ausência de novas opções de localização, como a Nintendo fez com os remakes de Super Mario RPG e Paper Mario: The Thousand Year Door. Mas até a Big N já se dobrou à importância do PT-BR, como bem registrei por aqui, inclusive fazendo muito bonito ao adicionar o idioma em Zelda: Breath of the Wild e Tears of the Kingdom e nos futuros relançamentos de Mario Galaxy 1 e 2.
Vale notar que a Konami não é a única: a SEGA também fez bonito ao adicionar legendas em português do Brasil em Sonic X Shadow Generations, no já lançado remake de Persona 3 e no vindouro remake de Persona 4.
A Square Enix por sua vez ficou no meio do caminho: colocou português em Final Fantasy 7 Remake e Rebirth, mas deixou Dragon Quest III HD-2D Remake sem o idioma… e isso que o jogo possui uma cidade literalmente inspirada no Brasil!
Hoje em dia não dá mais para lançar um jogo sem português do Brasil como opção de idioma. Pode até sair depois, em uma atualização online ou coisa do tipo, o público BR entende e espera, mas deixar de lado o País em uma estratégia de localização não pode ser mais uma opção para qualquer publisher que busque sucesso no mercado global.



