Intel nomeia Joao Bortone para liderar operação na América Latina

Ex-Lenovo e Dell tem longa experiência no setor de tecnologia e assume cargo em momento de reestruturação global
João Bortone, Intel
João Bortone. Foto: Divulgação, Intel

A Intel anunciou na última quinta (30) a nomeação de Joao Bortone como diretor geral para a América Latina. O executivo tem longa carreira no setor de tecnologia, com passagens recentes pela Lenovo (onde foi líder do setor de infraestrutura e computação corporativa, a ISG) e pela Dell (venda de infraestrutura em nuvem). O executivo assumiu o cargo nessa segunda-feira (4).

Bortone deve responder diretamente a Caitlin Anderson, vice-presidente corporativa e diretora geral de vendas para as Américas na Intel. Com a nomeação, Gisselle Ruiz Lanza, que liderou a região nos últimos quatro anos, passa a responder pelas operações da Intel na Europa, Oriente Médio e África (EMEA).

“A América Latina não é apenas uma oportunidade de crescimento, é onde o futuro da tecnologia está sendo reinventado”, diz Joao, em comunicado. “Vejo potencial único aqui: desde ecossistemas de inovação até demandas de infraestrutura que definem tendências globais.”

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Segundo a empresa, as mudanças fazem parte de um processo de reestruturação global [ver abaixo] e reforçam “o compromisso estratégico com uma das regiões de tecnologia que mais cresce no mundo”, referindo-se à América Latina. Na região, os segmentos de semicondutores são considerados como de “maior potencial global, impulsionado pela transformação digital acelerada, expansão massiva de data centers e projetos pioneiros de inteligência artificial”.

Não é a primeira vez que Bortone trabalha na Intel: passou pela empresa entre outubro de 2005 e maio de 2007, onde foi gerente para soluções de marketing. Antes disso, foi diretor de canais da Microsoft e, pouco depois, gerenciou o marketing do Google. Soma mais de 25 anos de experiência.

No cargo, Bortone deve priorizar a expansão da Intel em mercados como Brasil, México, Argentina, Chile, Colômbia e Peru.

Cenário global

A Intel tem enfrentado desafios desde 2025, incluindo problemas de portfólio, perdas financeiras e reestruturações drásticas, o que levou a quedas nas ações e perda de market share. No ano passado foram registrados prejuízos bilionários especialmente após os resultados abaixo do esperado na estratégia de produção de chips para terceiros (foundry), que consumiram bilhões de dólares em novas fábricas, especialmente nos EUA.

Houve ainda cortes de até 25% no quadro de funcionários, cancelamento de fábricas na Europa (Alemanha e Polônia) e adiamento de uma mega-fábrica em Ohio para após 2030. A empresa também perdeu market share para AMD em PCs (especialmente gamers) e servidores.

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No entanto, no começo de 2026 a empresa parece ter começado a virar o jogo, com o elogiado lançamento dos processadores Core Ultra Série 3 (Panther Lake), fabricados no processo 18A nos EUA e foco em IA. A empresa também revelou chips para consoles portáteis e priorizou data centers, reduzindo o foco em PCs buscando mais lucratividade.

No primeiro trimestre de 2026, os resultados melhoraram, com receita chegando a US$ 13,6 bilhões (+7% de crescimento na comparação ano a ano) e alta de 22% no segmento de data centers e IA e 16% em Foundry. As ações subiram.

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