Headscon no Espírito Santo coloca desenvolvedores de games locais no centro

Headscon ES 2025 vai até domingo (10) em Vila Velha e terá mostra com 16 jogos locais. O TGE é parceiro da iniciativa
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Curadores da Headscon: da esquerda, Theo Azevedo, Marcelo Minutti, Ana Paula Rocha, Olimpio Neto e Philipp Bomm. Foto: Divulgação

Começou e vai até domingo (10) o maior evento de games do Espírito Santo: a Headscon teve início oficialmente na manhã de quinta-feira (7) em coletiva de imprensa realizada no HUB ES+, espaço de inovação e economia criativa no centro histórico de Vitória. Além da presença dos curadores do evento, participaram da cerimônia representantes de secretarias de Cultura, acadêmicos, desenvolvedores de games locais e criadores de conteúdo.

Para o grande público, as portas da Headscon estarão abertas de 8 a 10 de agosto, das 9h às 20h, nas dependências do CEET Vasco Coutinho, em Vila Velha. A entrada é gratuita.

“Hoje vivemos uma nova era no mundo, que são as economias criativas, e os games estão aí com toda força”, declarou Roberto Patrício Junior, secretário municipal de Cultura de Vila Velha. “Receber em nossa cidade um evento como a Headscon – nós enxergamos isso como uma oportunidade de acesso.”

Já Carolina Ruas, subsecretária de Estado de Políticas Culturais do Espírito Santo, relembrou a primeira reunião de apresentação da proposta da Headscon, ocorrida em 2024. “Desde aquele momento, a gente sabia do potencial do setor de games e de como era importante essa oportunidade de intercâmbio e formação, e assim conseguir fomentar essa cadeia produtiva”, ela disse. “Então, é muito gratificante ver essa ideia ser materializada no dia de hoje.”

Em seguida, os curadores foram convidados ao palco e responderam às perguntas da plateia.

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Da esquerda: Marcelo Minutti, Ana Paula Rocha e Olímpio Neto. Foto: Divulgação

Ana Paula Rocha, CEO da Headscon, reforçou o esforço colaborativo que está no DNA das iniciativas da marca – nos últimos anos, o evento também ocorreu em Brasília (DF) e Rio Branco (AC). “A gente trabalha com sinergia. Se somarmos esforços, conseguiremos chegar mais longe”, explicou. “O Espírito Santo é um estado surpreendente em termos de gestão e conecta especialmente com nossa filosofia de colaboração. Nós estamos aqui para estar com vocês em colaboração.” 

“O nosso slogan é ‘todo mundo joga’, e esse é um princípio norteador de tudo que a gente faz”, acrescentou o curador Marcelo Minutti. “E isso quer dizer que todo mundo precisa ter acesso à informação, porque o futuro do trabalho passa pela indústria de games. E toda a curadoria do nosso evento foi construída em cima dessa ideia.”

Além de dezenas de debates e palestras sobre a indústria de games com especialistas de todo o País, a Headscon traz como sua principal atração a Mostra Competitiva de Jogos Capixabas – os títulos para PC poderão ser experimentados à vontade pelo público visitante.

“O grande saldo de eventos como esse é trazer visibilidade sobre um grande potencial instalado, que já está sendo executado”, definiu Olimpio Neto, CEO do estúdio Petit Fabrik, de Manaus (AM), e responsável pela curadoria de mais de uma dezena de jogos produzidos por estúdios do Espírito Santo.

A estimativa da organização é que cerca de duas mil pessoas passem diariamente pelo CEET Vasco Coutinho de sexta até domingo. Para saber mais em tempo real, acompanhe as redes sociais e o site oficial da Headscon.

Conexão: política e cultura gamer

Na abertura do evento Headscon Espírito Santo, nesta sexta-feira (8), em Vila Velha, a deputada federal Jack Rocha (PT-ES) resgatou memórias da época em que foi atendente de uma lan house em Colatina, município do interior capixaba. Entre revistas especializadas e títulos como Final Fantasy, Medal of Honor e Far Cry, ela presenciou desde cedo como os videogames podem ir muito além do lazer.

Em entrevista à Agência Collab da Headscon, a parlamentar de 41 anos defendeu que a cultura gamer pode ser um espaço de aprendizado, inovação e desenvolvimento econômico – e que a política tem a obrigação de aproximar-se dessa realidade, para servir melhor às pessoas, principalmente a juventude.

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Deputada Jack Rocha discursou na abertura da Headscon ES, na sexta (8). Foto: Bruna Damin, Agência Collab

“Além dos jogos, tinham as revistas, era todo um processo que envolvia a cultura. A gente sempre atrelava o processo educacional aos jogos”, ela comentou, descrevendo o típico ambiente do local onde trabalhou antes de se envolver com a política. No início dos anos 2000, as lan houses serviam como uma porta de entrada acessível para a internet e a cultura digital. Tornaram-se centros de socialização e aprendizado, conectando jovens a novos conhecimentos e experiências – um papel que hoje se reflete na indústria de games e na economia criativa.

Primeira mulher negra do Espírito Santo a ser eleita para a Câmara dos Deputados (com mais de 51 mil votos, em 2022), Jack Rocha acredita que iniciativas como a Headscon comprovam que a política e a cultura dos jogos podem caminhar lado a lado. “Tem muita coisa acontecendo no online? Tem. Mas existe o offline, existe o processo educacional, existe a economia criativa, existe a cultura gamer que fala para diversos públicos”, afirmou.

As vagas são limitadas e os ingressos para garantir o acesso devem ser obtidos pelo Sympla.

* COLABOROU BRUNA DAMIN, DA AGÊNCIA COLLAB NA HEADSCON ES 2025.

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