Grupo Estado anuncia compra da NZN, dona do Voxel, de olho em estúdios e YouTube

NZN é dona do Voxel, TecMundo e The Brief. 'Jornalão' paulista quer aproveitar estúdios e ganhar impulso em conteúdo digital
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O Grupo Estado, grupo de mídia centenário dono do jornal e portal Estadão, Agência Estado, rádio Eldorado FM, entre outras marcas de mídia e jornalismo, anunciou na quarta-feira (1º) que concluiu a aquisição da NZN, empresa dona das marcas Voxel (que cobre o mercado de games), TecMundo (tecnologia) e The BRIEF (newsletter), entre outras. A operação não teve o valor divulgado e foi anunciada em reportagem.

Com o negócio, a H.I.G. Capital, controladora da NZN desde 2015, deixa a operação completamente, e o Grupo Estado passa a ser dono da totalidade do capital da NZN. O texto não declara se haverão demissões ou encerramento de marcas, nem outras mudanças estruturais, mas diz que o processo de integração terá foco na “retenção de talentos e identificação de oportunidades de sinergia editorial, comercial e tecnológicas”. E adianta que os conteúdos do TecMundo passarão a estar nos canais do Estadão.

A empresa compradora diz que o movimento é parte de um “plano de expansão do Estadão, fortalecendo sua presença no ambiente digital e acelerando a diversificação de seu portfólio de produtos e audiências”. E que ele não só integra as marcas das duas empresas, como também confere capacidade de produção audiovisual, digital e de monetização extra ao “jornalão” paulista.

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O texto faz questão de destacar a infraestrutura de gravação que a NZN tem em São Paulo, localizada no bairro de Higienópolis, na região central. A instalação tem três estúdios e uma equipe de 25 profissionais, e produz rotineiramente videocasts, podcasts, lives, e outros formatos, e passarão a produzir também conteúdo para as editoras do Estadão – incluindo Paladar, E-Investidor e Jornal do Carro.

Segundo fontes ouvidas pelo The Gaming Era, a aquisição resolve alguns problemas para a NZN, que vinha enfrentando problemas de geração de receita, agravada recentemente pelo modelo de negócios baseado em cliques – e que tem sido fortemente prejudicado pelo crescimento do uso de inteligência artificial generativa nos motores de busca, especialmente o Google.

Pelo lado do Estadão, a aquisição confere maior capacidade de produção de conteúdo digital e geek, o que significa uma audiência mais jovem e antenada. E traz a esperança de modernização – uma luta que o jornal fundado em 1875, geralmente associado a um publico mais maduro e conservador, trava já há alguns anos.

Erick Bretas, CEO do Estadão, diz na matéria de anúncio que o negócio de fato “reforça canais de distribuição em redes e plataformas, especialmente YouTube”, e “amplia a carteira de clientes comerciais em publicidade e serviços white label”.

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