As organizações de esportes eletrônicos Fluxo e W7M anunciaram nessa terça-feira (9) que estão fundindo operações. O movimento busca, segundo a agora chamada Fluxo W7M, combinar a competitividade e a força da comunidade da Fluxo – conhecida sobretudo pelo cenário de Free Fire e pelos influenciadores Lucio ‘Cerol’ e Bruno ‘Nobru’ – com a “estrutura, governança e excelência de gestão” da W7M.
Os valores envolvidos no negócio não foram revelados. Eudson Filho, atual diretor de eSports da W7M, será o novo CEO da organização. Os demais líderes devem ser anunciados nos próximos dias. Nobru e Cerol permanecem sócios e seguem participando das decisões estratégicas e esportivas.
A governança passa a ser compartilhada, incluindo comercialmente. Segundo as partes, a operação conjunta “elimina sobreposições, otimiza processos e estabelece bases ainda mais consistentes para disputar títulos”.
O movimento ocorre quase um ano após as duas organizações anunciarem uma parceria para a criação de um time (“line”) de League of Legends, e quase dez meses após a própria Fluxo promover um movimento de reestruturação interna.
A previsão é que a nova organização cresça para várias modalidades competitivas além do League of Legends, do Free Fire e do Rainbow Six Siege – essa última a maior potência da W7M. Por outro lado, garante entrada da W7M no cenário da Kings League por meio da Fluxo FC. Contratos atuais de patrocínio de ambas as organizações serão mantidos, e novas oportunidades comerciais surgem, dizem as duas “orgs”.
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“Esta fusão não é apenas sobre juntar operações, é sobre criar uma organização mais forte, preparada e com maior capacidade de gerar valor para parceiros, atletas e fãs. Unimos estrutura e comunidade, performance e gestão, com o objetivo de colocar o eSports brasileiro em um novo patamar de excelência”, diz em comunicado Felipe Funari, CEO da W7M.
“Desde o início, nossa missão sempre foi fazer o Fluxo crescer de forma sólida, pensando nas pessoas que acreditam no nosso trabalho e no potencial dos eSports no Brasil. Unir forças com a W7M, uma organização estruturada e com visão de futuro, mostra o tamanho do passo que estamos dando”, diz o influenciador Cerol, cofundador do Fluxo.
Inverno e consolidação
O setor de esportes eletrônicos como um todo passa por um momento de consolidação. Muitas das organizações, inclusive as de maiores destaque do setor, buscam tornar as próprias operações – muitas vezes bastante onerosas, com estruturas de treinamento e recursos humanos vastos – mais sustentáveis.
É o rebote do chamado “inverno dos eSports”, como ficou conhecido o esfriamento dos patrocínios após o período de explosão do cenário registrado na pandemia.
Recentemente, por exemplo, a catarinense Spun Mídia anunciou a compra do MIBR, uma das mais tradicionais organizações de eSports do País, junto com um plano de investimento de R$ 100 milhões. A empresa já era dona da Los (antiga Los Grandes).
Outras grandes organizações já haviam feito movimentos anteriores de fusão com empresas de diferentes backgrounds. É o caso da Black Dragons, da CEO Nicolle Merhy, a Cherrygumms, com a qual conversamos recentemente.



