A Federação do Estado do Rio de Janeiro de Esportes Eletrônicos (Ferjee) anunciou no fim de novembro a criação de um comitê de governança e conformidade (CGC). A entidade considera a estrutura um avanço para o cenário competitivo brasileiro, uma vez que ele discute o avanço do setor de apostas (as bets) no ecossistema, o que inclui a exposição de atletas e a ampliação dos debates sobre integridade.
Segundo a entidade, o debate sobre ética, manipulação de resultados, proteção de menores e governança esportiva no setor de eSports brasileiro ainda “avança lentamente” no âmbito federal. E que por isso o Rio de Janeiro é pioneiro no debate sobre o tema.
O comitê é dirigido por Marianna Motta Muniz, fundadora da produtora de eventos e organizadora de torneios OnFire. Especialistas nas áreas de direito, compliance, governança corporativa, regulação, gestão esportiva e análise de risco integram o órgão.
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Em comunicado, a Ferjee diz que os objetivos do comitê incluem dialogar sobre temas críticos ao mercado de eSports e de bets. Por exemplo, práticas de compliance e controles internos para esportes eletrônicos, considerando a regulação para o setor de apostas, o que aumentaria “a confiança de operadores, reguladores e investidores”.
Também a proteção de atletas, especialmente menores e mulheres, e a construção de um padrão nacional de governança.
“Em um cenário em que o Brasil discute o futuro das apostas, a proteção dos atletas e a credibilidade das competições digitais, a Ferjee dá um passo que o país inteiro deveria acompanhar”, pondera em comunicado o presidente da entidade, Cadu Albuquerque.
A integridade nos eSports tem sido objeto de uma série de artigos no The Gaming Era, assinados pelo colunista Carlos Gama, vice-presidente de games e eSports da Federação Assesspro-RJ e presidente do conselho da Ferjee.



