Com nova geração e fabricação local, Alienware mira novos públicos no Brasil

Notebooks Aurora chegam na faixa de preço mais acessível já praticada pela marca; Area-51 também ganha fabricação nacional
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O Alienware Aurora brasileiro de 2025. Foto: Divulgação

A Alienware, marca gamer da fabricante de computadores Dell, quer atrair públicos mais diversos no Brasil com notebooks mais baratos, mas sem perder a identidade “premium” que lhe é característica. A empresa, que anuncia novos aparelhos das séries Aurora e Area-51 nessa terça-feira (2), ambos fabricados localmente, está mirando faixas de preço inéditas.

Com condições especiais de lançamento, os novos notebooks de 16 polegadas estarão no site da Dell a partir de 9 de setembro com o Aurora por preços começando em R$ 5.800 – na configuração com placa de vídeo Nvidia RTX 3050, processador Intel Core 5, 16 GB de RAM e Linux instalado. As diversas variações de configurações estarão disponíveis no site da Dell a partir do lançamento, e podem chegar a R$ 9.500.

Já o Area-51, topo de linha produzido pela primeira vez no País, tem preços a partir de R$ 17.000.

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Visão da tampa do Aurora. Foto: Divulgação

Alcançar preços mais baixos, segundo os porta-vozes da Dell disponíveis durante coletiva de imprensa virtual na semana passada, exigiu um trabalho de engenharia que conciliasse configurações e preços – o que, na prática, acabou resultando em especificações mais modestas do que as que normalmente se espera encontrar em um notebook com a logomarca de alienígena na tampa.

Pergunto aos executivos se a meta de alcançar públicos de menor poder aquisitivo não coloca em risco a reputação da marca, geralmente lembrada pelos dispositivos “super premium”. E lembro que o movimento parece o oposto daquele feito por empresas como a Asus, por exemplo, que tem lançado oficialmente no Brasil computadores cada vez mais caros.

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“Foi uma das grandes discussões que tivemos [durante o desenvolvimento dos produtos], e não vemos riscos. Quando construímos o portfólio Aurora, ele teve um projeto desenhado de ponta a ponta para ter essa proposta premium da Alienware dentro de faixas de preços mais amplas”, explicou o gerente de produtos para gaming da Dell no Brasil, Tomás Berny.

O executivo garante que o produto, mesmo na faixa de preço mais baixa, é “muito robusto, com inovações importantes de design”. É o que marca chama de proposta híbrida entre alto desempenho, qualidade de construção. E que o conjunto de tecnologias nos produtos “sustenta o premium da marca, se expandindo para mais clientes; estamos bem empolgados com essa expansão.”

Super premium

Isso não significa que a Alienware tenha abandonado o segmento “super premium”, garante Berny, que observa uma “competição acirrada” no segmento. Nele a Alienware briga com o Area-51, que tem configurações bem mais “parrudas” – processador Intel Core Ultra 9 275HX, Nvidia RTX 5070 e até 64 GB de RAM DDR5. No entanto, elementos estéticos presentes na versão americana do notebook não estão na brasileira, de olho na redução de custos.

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O Alienware 16 Area-51. Foto: Divulgação

“Não estamos trazendo esse produto só para ter no portfólio, mas para realmente participar do mercado”, diz Berny, salientando que o objetivo com o dispositivo é, claro, vender, por isso é preciso um portfólio tropicalizado.

“Claro, isso não quer dizer que nada vá mudar [no futuro] se existir algum apetite nesse sentido [de produtos mais caros], mas hoje preferimos um portfólio com produção local (…) e que traga questões importantes como suporte técnico mais veloz e tempo de entrega, entre as várias vantagens que envolvem produzir no Brasil”, salienta o executivo.

Expectativas e mercados

Seja como for, os executivos da Dell parecem empolgados com a nova proposta de mercado da Alienware no Brasil. Segundo Mathias Simon, consultor de comunicação da Dell na América Latina para PCs e infraestrutura, são produtos com alto potencial de conquistar profissionais autônomos e liberais brasileiros, além de encontrarem também espaço nos grandes escritórios – afinal, segundo pesquisas de mercado diversas, no Brasil todos são gamers.

“Estamos entregando uma solução [para esse público] até melhor do que era a G15 e outras linhas anteriores”, diz Simon.

Berny completa: “Há apetite de alguns tipos de clientes para esse uso híbrido. (…) A linha Aurora tem um design que mantém a identidade da Alienware, mas que também tem capacidade de se misturar melhor [com equipamentos de uso geral] do que modelos da linha G ou notebooks gamers usuais do mercado. Esse uso híbrido é um dos nossos focos.”

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