De tempos em tempos surgem games que são verdadeiras vitrines do melhor da tecnologia disponível nos games, e Crimson Desert vai com tudo atrás dessa coroa.
Na última década a produtora polonesa CD Projekt Red fez isso muito bem em The Witcher 3 e Cyberpunk 2077 (mesmo com os problemas no lançamento). Mais recente tivemos um exemplo surpreendente vindo da chinesa Game Science: a aventura Black Myth Wukong.
Agora é a vez da coreana Pearl Abyss brigar pelo trono com o impressionante Crimson Desert, anunciado lá em 2020 e finalmente prestes a ser lançado.
A convite da publisher, tive a oportunidade de conferir uma demonstração de uma hora do game rodando em tempo real. Metade da demo foi guiada por Will Powers, diretor de relações públicas da desenvolvedora, enquanto no restante do tempo pude eu mesmo jogar duas lutas contra chefes.
A sensação geral é de uma combinação de The Legend of Zelda com The Witcher 3 e algo a mais nos combates. A demo guiada mostrou muito da narrativa e exploração do mundo, mostrando o protagonista Kliff ajudando guerreiros em um combate de ampla escala.
A missão começando explorando um acampamento e conversando com pessoas. O visual impressiona pela ambientação de fantasia medieval puxada um pouco mais para o realismo visual e um toque épico.
O cenário é GIGANTE, as montanhas e florestas ao redor impressionam e dão força ao clássico conceito de “se você pode ver, você pode explorar” que, sim, vale para Crimson Desert.
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A missão seguiu para um campo de batalha com alguns canhões que podiam ser utilizados para derrubar torres, e aí foi possível ver o complexo sistema de física que rege o mundo do game. Dependendo de onde as torres eram acertadas pelas balas de canhão – no topo, no meio ou na base – o efeito de destruição era diferente, fazendo com que os escombros caíssem em direções distintas e afetando o cenário.
Por fim, a etapa final foi uma batalha contra um chefão, um cavaleiro em um salão dentro do castelo. Como Crimson Desert tem um sistema de dia e noite, o tempo passa conforme você joga e isso muda também a iluminação e as condições climáticas, o que pode conferir contornos mais épicos e dramáticos à brincadeira.
Aqui, por exemplo, o duelo começou de noite, iluminado apenas pelas tochas no ambiente e conforme foi amanhecendo o sol invadiu o lugar, projetando raios de luz e mudando a cara da batalha. Para dar cabo do desafio, foram usados poderes elementais de gelo e de levitação de objetos, para atacar o inimigo com colunas destruídas do próprio cenário. Muito engenhoso e criativo, mas não a única solução, já que o herói pode usar também eletricidade e fogo para interagir com o ambiente e colocar a imaginação em prática.
Aí chegou a minha vez de jogar e pude enfrentar dois tipos diferentes de chefões: um mais forte e lento em um ambiente diminuto e cheio de obstáculos de um castelo destruído, e outros mais ágil em um grande campo aberto de trigo.
A princípio, pode parecer um Dark Souls da vida pela fluidez dos movimentos e alguns comandos como defender e rolar para esquivar, mas definitivamente não se trata de um souls-like. O combate é rápido e repleto de opções, como diferentes agarrões para pegar o inimigo de surpresa e jogar pelo cenário. Há também golpes especiais concentrados, arco-e-flecha e os citados poderes elementais que aumentam muito o repertório.
A experiência toda foi bem impressionante, desde os cenários gigantescos e detalhados até a jogabilidade super variada e cheia de possibilidades. Crimson Deser tem lançamento previsto para o final de 2025 em versões para PC, Mac, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.



