As marcas que não participaram da Brasil Game Show de 2025 chamaram mais a atenção do público pela ausência do que as presentes. Apesar disso, a feira de games brasileira – cujo número não oficial de participantes girou em torno de 300 mil pessoas – movimentou as redes sociais, com 13% mais menções em relação à edição do ano passado, considerado um universo de 17 mil conversas monitoradas no período antes, durante e depois do evento.
Os dados fazem parte de um estudo da Webedia Brasil divulgado essa semana, o Social Listening – BGS 2025. É o terceiro ano consecutivo que a empresa monitora as conversas online sobre o evento. A metodologia utiliza desk research, imersão presencial, social listening e pesquisa qualitativa.
O estudo revela o que o The Gaming Era já havia comentado anteriormente em sua newsletter Os Dados do Jogo, exclusiva para apoiadores: o espaço ocupado pela BGS, agora em novo local, o Distrito Anhembi, era visivelmente menor do que no ano anterior. Fato observável ao se comparar as plantas dos dois eventos com anos anteriores.

As marcas foram de longe o assunto mais comentado da feira, com um terço das menções totais (33%), seguido de transporte/mobilidade (16%) e encontro com os amigos.
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Empresas costumeiramente presentes em edições anteriores – Pichau (um dos estantes mais movimentados de 2024), Redragon, Kalunga, Logitech e Xbox – não participaram da edição de 2025 e foram mencionadas pelo público por conta da ausência. PlayStation também foi bastante citada, nem sempre positivamente, e teve presença bastante tímida na BGS 2025.
Entre as menções positivas estão Brawl Stars, Nintendo, Guenshin Impact e Pokémon. Marcas não endêmicas praticamente não apareceram nas menções positivas, o que pode ser um sinal da alerta. Houve comentários sobre a contradição de ter certas marcas não endêmicas em um evento de games diante que foi considerado uma falta de jogos e lançamentos.
Kojima, cosplayers e música
Os assuntos citados mais positivamente, segundo o estudo da Webedia Brasil, foram a visita do desenvolvedor japonês Hideo Kojima, da Kojima Productions, além das apresentações musicais – como Playstation The Concert, a presença de famosos e cosplays. No caso de Kojima, o meet & greet, no entanto, foi criticado, com a falta de informações e a comunicação confusa sobre a participação do game designer japonês foram citadas como confusas.
Os cosplayers também impulsionam conversa nas redes desde o pré-evento, diz o estudo. Segundo a Webedia, todos os anos os cosplayers chamam atenção, mas em 2025 foram um ponto de “maior destaque ainda”.
As comparações com a Gamescom Latam e a falta de brindes também causaram menções negativas. Parte do público se disse decepcionada com as filas extensas e poucos brindes. O público parecia mais disposto a fazer compras, com uma série de vídeos e conteúdos dedicados a mostrar o preço das lojas e o que estava valendo a pena, diz a Webedia Brasil.
Tá ruim, mas tá bom
Segundo o estudo, é possível considerar que em três anos de monitoramento as conversas em torno da BGS teve 2025 “disparado, o ano com mais críticas”. “Questões de desorganização e má comunicação do evento surgem todos os anos, mas especialmente em 2025 esse foi um dos pontos mais criticados (…), com muitos reforçando que esta seria a última vez que iriam ao evento”.
Apesar disso, o relatório da Webedia Brasil destaca que a Brasil Game Show segue sendo uma “referência para a comunidade”, e o “evento de entrada para o público gamer que deseja esse tipo de experiência presencial”. E que ela “tem tentado ‘furar a bolha’, buscando se expandir para além de um público gamer heavy user (…) atraindo famílias em busca de lazer”.
O levantamento completo pode ser baixado gratuitamente, mediante cadastro, nesse link.




