Com o crescimento do número de plataformas de apostas no Brasil, conhecidas popularmente como bets, também cresce a preocupação com manipulação de resultados nos esportes eletrônicos, ou eSports. O tema já é velho conhecido no mundo dos esportes tradicionais, mas também deve receber especial atenção conforme se aproxima a entrada em vigência das regras previstas na lei 14.790/2023, conhecida como Lei das Bets.
Para tentar minimizar o problema, Carlos Gama, vice-presidente de games e eSports da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação do Rio de Janeiro (Assespro-RJ) e cofundador da Esports Rio, lançou recentemente uma cartilha chamada Combate à manipulação de resultados nos esportes eletrônicos. O documento é gratuito e pode ser baixado nesse link.
Gama atua como organizador do documento. Participaram como autores vários consultores das áreas de apostas, esportes, cultura digital, inovação e esportes eletrônicos. Além da a Assespro-RJ, a Associação Brasileira de Fantasy Sport (ABFS); a Federação do Estado do Rio de Janeiro de Esportes Eletrônicos (Ferjee) e o Instituto Peck de Cidadania Digital são apoiadores institucionais.
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“A manipulação de resultados é uma preocupação crescente em todo o mundo, especialmente no cenário dos esportes eletrônicos, que vêm crescendo…”, escreveu Gama, em post no LinkedIn. “Com a popularização das apostas nesse mercado, torna-se essencial estabelecer diretrizes claras e medidas preventivas para garantir a integridade das competições e a transparência para os apostadores.”
O especialista considera a cartilha “um passo importante nesse sentido”. O documento enumera melhores práticas e recomendações para promover “um ambiente seguro e justo para todos os envolvidos”.
Segundo os formuladores, a manipulação de resultados nos eSports envolvendo apostas compromete “a integridade do esporte” e diminui a confiança do público e dos espectadores no cenário. E oferece orientações para as ligas de eSports, confederações e federações, autoridades, organizações e equipes, atletas e até as publishers dos games, além das próprias casas de apostas.
O documento também traz uma lista de 15 dicas para prevenir a manipulação de resultados nos esportes eletrônicos.