A China Digital Entertainment Expo and Conference, mais conhecida como ChinaJoy, feira organizada anualmente em Xangai, na China, divulgou na semana passada que bateu o próprio recorde de público e se tornou, de longe, a feira de games mais visitada do mundo. A 22ª edição do evento ocorreu entre 1º e 4 de agosto e superou 410 mil visitantes.
O valor é substancialmente mais alto que os 338 mil participantes registrados na edição do ano passado. A área de exposição de 135 mil m² atraiu ainda 799 empresas, incluindo 313 expositores no “showfloor”, além de 486 na área B2B, abrangendo 37 países e regiões – as empresas estrangeiras foram quase 43% do total, segundo os organizadores.
Do total do público, segundo a ChinaJoy, 66% eram homens e 34% mulheres. Quase 40% eram moradores da região metropolitana de Xangai, e 60% de outras regiões. A área de negócios contou com 41,2 mil participantes, com pouco mais de 35% desse total sendo formado por executivos estrangeiros.
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Com esses números, a feira chinesa estabelece um novo patamar de grandeza a ser batido pelos próximos grandes eventos do ano e se distância da concorrência mais direta – a saber, a Brasil Game Show, marcada para outubro, que ficou em segundo lugar em 2024 no ranking com 328 mil visitantes; e a Gamescom de Colônia, que acontece entre os próximos dias 19 e 24 de agosto, e que foi visitada por 320 mil pessoas no ano passado.
Também é possível afirmar que o gigantismo da ChinaJoy reflete o bom momento do mercado chinês de games, segundo maior do mundo em volume de receitas, atrás apenas dos EUA, segundo a consultoria Newzoo. Do país vieram alguns dos jogos de maior destaque dos últimos anos, como Black Myth: Wukong (Game Science) e Wuchang: Fallen Feathers (Leenzee), para citar apenas dois.
Além disso a Tencent, gigante chinesa dos jogos, segue como uma das maiores empresas de games do mundo, com receita de US$ 23,9 bilhões registrada ao longo de 2024. A companhia tem participação em uma série de empresas ocidentais e japonesas de games, incluindo a Ubisoft, com a qual criou recentemente uma spin-off que “salvou” a publisher francesa da maior crise de sua história.
* com informações dos sites Yicai Global e Z2A Digital



