A temporada está aberta! De agosto a dezembro, o calendário da indústria de games entra em sua fase mais intensa. É quando se concentram os maiores eventos do setor no mundo: ChinaJoy (Xangai), Gamergy (Cidade do México), Gamescom (Colônia), Tokyo Game Show (Tóquio), Brasil Game Show (São Paulo), TwitchCon (San Diego), Paris Games Week (Paris), CCXP (São Paulo), The Game Awards (Los Angeles) e a lista segue.
O que quase todos esses eventos têm em comum? Eles acontecem anualmente, há mais de uma década. Num mundo cada vez mais globalizado, esse circuito virou oportunidade, para todos os tipos de empresas, de medir a temperatura de uma indústria cada vez mais dominada pelas lógicas do capital financeiro.
Se antes a expectativa era em torno dos jogos a serem revelados, hoje a empolgação dá lugar a uma busca por estabilidade e segurança. O crescimento acelerado na pandemia atraiu convidados indesejados para uma festa que costumava reunir apenas velhos conhecidos. E já está difícil saber quem convidou quem.
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Sem medo de errar (até porque quem diz saber o que vai acontecer com essa indústria, está mal informado), cravo que, mais uma vez, os eventos regionais vão expor um problema global. A incerteza de um mercado acuado, cercado por tensões geopolíticas e ameaças do capital especulativo, transforma todas as conversas em silêncios disfarçados de certezas.
Não importa se Call of Duty vai quebrar mais recordes ou se um novo console está a caminho. A pergunta que paira nos corredores dos centros de convenções será sempre a mesma: “O que será que vai acontecer?”.
Já disse aqui antes que sou um otimista, e reafirmo. Mas não me confunda com um ingênuo, nem com alguém mal intencionado. E reafirmo.
Não sou, no entanto, ingênuo ou mal intencionado. Cravo novamente: há uma insegurança no ar. E, com toda sinceridade, sinto lhe dizer… mas sim, estou bem mal informado.



