Da jogabilidade ao marketing: como a nostalgia impulsiona o consumo de remakes?

Saudosismo é atalho direto para o interesse do consumidor, e ferramenta poderosa para o marketing, escreve Amanda Rodrigues
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Aerith, de Final Fantasy VII, no remake (2020) e na versão original (1997). Fotos: Reprodução, Square Enix

Já há muitos anos, temos acompanhado uma tendência de grande sucesso no mundo dos games: o lançamento de remakes de jogos que marcaram época e conquistaram o público anos atrás. Muitos títulos ganharam versões com gráficos aprimorados e mecânicas atualizadas para a nova geração de dispositivos. À primeira vista, pode parecer uma estratégia simples, mas por trás desses lançamentos existe uma força muito poderosa: a nostalgia.

Trata-se de um fenômeno que desperta lembranças afetivas — muitas vezes idealizadas — e, no universo dos jogos, esse vínculo emocional pode ser ainda mais intenso. Isso porque os games se conectam diretamente a memórias da infância e da adolescência.

Imagine, por exemplo, um pai tendo a chance de jogar seu game favorito da juventude com o filho que está descobrindo os primeiros jogos agora. Ou uma irmã podendo finalmente ser a protagonista de um título que costumava ver os irmãos mais velhos jogarem quando era pequena. Muitas desenvolvedoras perceberam o potencial dessa conexão e passaram a explorar esse sentimento como um nicho promissor de mercado.

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Esses lançamentos geralmente buscam equilibrar inovação e tradição. As mecânicas de combate, os controles e até os menus são modernizados, mas a essência da história permanece fiel ao clássico. Isso permite que jogadores veteranos revivam cenas marcantes com gráficos atualizados, ao mesmo tempo em que atrai novos públicos com narrativas já consagradas. Uma receita quase infalível.

O marketing também se apoia fortemente no apelo emocional para promover esses jogos. Campanhas publicitárias resgatam cenas icônicas, trilhas sonoras são regravadas, e edições especiais com itens de colecionador remetem a momentos inesquecíveis.

A nostalgia se torna, assim, um atalho direto para o interesse do consumidor.

Outro ponto importante é que apostar em marcas já consolidadas reduz os riscos financeiros. As desenvolvedoras conseguem revitalizar títulos e trabalhar com uma base de fãs já existente, o que garante uma margem mais segura de retorno.

A nostalgia é, sem dúvida, uma ferramenta poderosa na indústria gamer. Quando bem utilizada, não apenas impulsiona vendas, mas também emociona jogadores de todas as idades. É a combinação perfeita entre passado e presente — um presente que proporciona experiências verdadeiramente memoráveis.

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