Família Guillemot negocia fechar capital da Ubisoft com apoio da Tencent, diz agência

Segundo duas fontes da Reuters, fundadores quem tirar ações da bolsa mantendo controle. Notícia fez ações da Ubisoft subirem 13%
yves guillemot, ubisoft
O CEO e cofundador da Ubisoft, Yves Guillemot. Imagem: Reprodução, YouTube

Os acionistas da Ubisoft estão analisando formas de fechar o capital, ou seja, promover uma compra integral de ações para tirar a empresa francesa da bolsa de valores. Uma das formas seria com apoio da chinesa Tencent, hoje dona de cerca de 10% da Ubisoft, e outros investidores, de modo a manter o controle a família Guillemot, fundadora e maior acionista com cerca de 15% das ações.

A notícia foi publicada nessa sexta-feira (6) pela agência de notícias Reuters, citando duas fontes próximas da negociação. A empresa com sede em Montreuil é a maior empresa de videogames da Europa, com faturamento estimado em 1,81 bilhão de euros em 2023.

A notícia fez as ações da Ubisoft subirem mais de 13% na bolsa de valores de Paris no fim do pregão dessa sexta.

As fontes da Reuters dizem que a família Guillemot faz questão de manter o controle da empresa, mas que a Tencent, já a segunda maior acionista da Ubisoft e detentora das ações de muitas outras empresas de videogame – incluindo cerca ade 93% da norte-americana Riot, ainda não decidiu se participará do negócio.

A empresa chinesa quer ter maior poder de decisão no conselho da companhia. Isso incluiria distribuição de lucros e sobre os investimentos em games, diz a fonte da agência de notícias. Os chineses também querem evitar uma “aquisição hostil” da Ubisoft por outros investidores – no jargão financeiro, isso significa fazer uma oferta direta aos acionistas da empresa comprada sem aprovação formal de um conselho de administração.

Tanto a Tencent como a família Guillemot não responderam aos pedidos de entrevista da Reuters. Já a Ubisoft, por meio de porta-voz, se limitou a responder que a empresa “está revisando todas as suas opções estratégicas”.

Crise na Ubisoft

Os pedidos de uma mudança drástica nos rumos (e na estrutura) da Ubisoft vem desde o lançamento de Star Wars Outlaws, game desenvolvido pela sueca Massive Entertainment e lançado no fim de agosto sob uma chuva de críticas e com baixas vendas. À época, alguns acionistas da empresa pediram publicamente que a empresa saísse da bolsa para escapar dos altos e baixos.

Foi uma das várias notícias negativas sobre a Ubisoft ao longo do ano – a empresa adiou seu principal lançamento para esse ano, Assassin’s Creed Shadows, para 2025, diluiu a equipe responsável pelo elogiado Prince of Persia: The Lost Crown e descontinuou sua última aposta de jogo como serviço, XDefiant, além de demitir quase 300 pessoas em São Francisco e Osaka, para ficar em três exemplos.

As ações da empresa caíram para o preço mais baixo da última década em setembro, depois do adiamento do próximo Assassin’s Creed.

* com informações da agência de notícias Reuters

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