Um “guia tático” pensado para que os alunos de cursos de tecnologia organizem a própria evolução acadêmica e profissional, com objetivo de tornar temas complexos mais acessíveis de forma gamificada – e apostando em jogos de videogame de mundo aberto como linguagem. Esse é o objetivo do Guia Tático Alura (GTA) que (é isso mesmo que você está pensando), disponível para alunos da Alura a partir dessa segunda-feira (5) e criado para surfar o “hype” do lançamento de Grand Theft Auto VI (marcado para 19 de novembro).
Segundo a escola de tecnologia online, a iniciativa foi inspirada em elementos clássicos de jogos do tipo, incluindo missões, progressão de habilidades e exploração, e “traduz a jornada dos jogadores para o universo de carreira e tecnologia”. Ele mira a comunidade gamer ao utilizar “conceitos familiares” e conectar “cultura gamer, educação e empregabilidade”. O GTA da Alura será lançado nessa segunda, a partir das 19h, em uma live no canal do YouTube da escola.
“A inspiração veio da observação de que GTA VI é um dos principais fenômenos recentes da cultura gamer, especialmente com nosso público de tecnologia”, explica Thais Pianucci, diretora geral da Alura, em entrevista ao The Gaming Era. “… vimos a chance de ligar esses pontos e falar com as pessoas por meio de um assunto que já está na conversa delas.”
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Segundo a executiva, além do timing, esse tipo de jogo compartilha desafios com a vida real, incluindo evolução de habilidades, cumprimento de missões, exploração de territórios e a possiblidade de definir um caminho próprio. E que o objetivo da Alura com o “guia tático” foi “discutir desenvolvimento profissional, aprendizagem e empregabilidade de uma maneira mais próxima da linguagem que já faz parte do repertório de muitas pessoas”, explica Thais.
O objetivo da escola online se conecta com alguns dados de mercado. Segundo a última edição da Pesquisa Game Brasil, por exemplo, a geração Z (entre 16 e 29 anos) representa atualmente 36,5% dos jogadores de videogame brasileiros, uma idade associada à busca de uma carreira. Além disso, segundo dados recentes da associação brasileira das empresas de tecnologia (a Brasscom), o Brasil tem 943 mil trabalhadores com carteira assinada em ocupações de tecnologia e telecomunicações (TICs), com média salarial superior a R$ 40 mil para os cargos mais bem remunerados.
O guia foi desenvolvido pela própria Alura, usando equipes multidisciplinares com profissionais de marketing, design, conteúdo, tecnologia, didática e growth. A proposta foi criar uma narrativa capaz de conectar tendências da cultura digital com os desafios reais enfrentados pelos profissionais de tecnologia.

“Identificamos que uma das dores mais comuns de quem quer entrar na área de tecnologia, ou evoluir nela, é não saber por onde começar ou qual o próximo passo”, diz Thais. “É um mercado com possibilidades enormes, mas também com novas ferramentas, metodologias e tecnologias surgindo o tempo todo, o que pode deixar qualquer pessoa em dúvida sobre o que realmente vale estudar.”
Assim, a promessa do GTA da Alura é organizar o caminho do estudante. Para quem começa do zero, promete mostrar por onde dar os primeiros passos. Para quem já atua na área, o que desenvolver para avançar no mercado de trabalho. Segundo a executiva, o objetivo é evitar que o aluno dependa menos de tentativa e erro e passe a ter “um norte claro” para tomar decisões de carreira, mesmo diante da instabilidade do mercado.
Games e educação
Para a diretora geral da Alura, os games tem uma “proximidade histórica” com o mundo da tecnologia. Afinal, jogos são criados por desenvolvedores, e “pesquisas mostram que quem acompanha a Alura tem grande interesse nesse universo”. “… os games compartilham características que também estão presentes em carreiras de tecnologia, como curiosidade, resolução de problemas, experimentação e aprendizado contínuo”, diz Thais.
Segundo a executiva, os games são vistos como forma “legítima e relevante” de conversar sobre educação, carreira e inovação. “Usar o GTA como um acrônimo que leva a algo tão grandioso foi uma forma de juntar coisas importantes: um tema que está em alta e o tom de voz que nossos alunos e alunas reconhecem com aquilo que é muito importante para eles, que é a carreira”, pondera.



