A fabricante de periféricos Logitech apresentou nesta quarta-feira (23), em evento global online – o Logitech G Play –, seu portfólio atualizado para o público gamer, parte dele acessível a partir de outubro inclusive para os brasileiros. Mais do que a lista de novos produtos e configurações, o time local da multinacional suíça celebra aos poucos a criação, desde abril desse ano, de uma estrutura corporativa totalmentededicada à América Latina, o que deve trazer benefícios para o público da marca no País.
Segundo Jairo Rozenblit, CEO da Logitech Brasil e Latam, a operação para a região passou muito tempo sob comandos diversos, incluindo a estrutura para a Ásia e para as Américas – a Logitech foi fundada em 1981 em uma comuna próxima de Lausanne, na Suíça, e chegou oficialmente ao Brasil apenas em 2011. No mundo, está em 130 países, com mais de 100 fábricas e de 160 milhões de dispositivos produzidos por ano.
“A América Latina é uma prioridade para a Logitech. A empresa vê uma oportunidade de crescimento, óbvio, mas também um potencial muito grande. Por isso acabamos separando a estrutura latina”, explicou, em entrevista ao The Gaming Era, o head de categoria e marketing da Logitech Brasil e América Latina, Ricardo Filó. A conversa ocorreu durante evento exclusivo para jornalistas realizado na Login House eXP, em São Paulo, pouco antes da transmissão.
Filó também é colunista do The Gaming Era. Leia as colunas dele neste link.
Segundo o executivo, a nova estrutura tem como maiores mercados o Brasil e o México, nessa ordem, sendo que no segundo o crescimento é ainda mais acelerado, enquanto por aqui há mais maturidade. Também há um esforço comercial em países como Argentina, Chile, Colômbia e Peru, entre outros.
O time de liderança tem, além de Rozenblit e Filó, Ronaldo Villalta, head de vendas Brasil para os seguimentos de consumo e corporativo (B2C e L4B). Já Leandro Rocha foi promovido recentemente a head de gaming para a América Latina, o que significa que ele lidera a Logitech G – marca de produtos high end para gamers, que vão dos headsets, mouses e teclados para os volantes de simulação para jogos de corrida.

“Tem gente de Miami, do México, da Argentina, do Chile, do Brasil… Um time bem diversificado para representar a América Latina e entender todos os nossos mercados”, explica Filó, dizendo que a nova estrutura permite “mais investimento”. Isso significa tanto ativações e ações de marketing como uma redução da lacuna temporal entre o anúncio e o lançamento de produtos, entre outras coisas.
Pergunto se o Brasil está no top 3 de maiores mercados do mundo para a Logitech e a Logitech G, em particular. Filó diz não poder revelar números, mas salienta que a categoria de produtos para escritório (B2B) e consumo é “bem maior” que os games. Mas no segmento de equipamentos gamers, a Logitech G tem no País um dos seus 10 maiores mercados no mundo, e segue crescendo.
Logitech G Play
Transmitido nesta quarta para seis países simultaneamente – aqui no Brasil em parceria com o canal Flow Games –, o Logitech G Play desse ano é o terceiro já realizado anualmente, e serve para revelar lançamentos e novidades. “Ano passado fizemos [o evento] no nosso escritório e já não cabe mais”, brincou Filó. “Esse crescimento mostra como a Logitech G tem ganhado relevância e trazido inovação para o mercado gamer. E a proximidade com a comunidade é super importante para nós.”
Leandro Rocha apresentou aos jornalistas os produtos lançados esse ano – são 15 no total. O portfólio é dividido entre itens para gamers mais casuais de PC e consoles, jogadores competitivos e criadores de conteúdo, além de fanáticos por simulação automobilística (nicho que, segundo Filó, tem crescido expressivamente ano após ano no mundo todo). Estão na lista teclados, mouses, headseats e volantes, além de um mousepad.
O primeiro deles é o teclado G316 X 75, cujo lançamento está marcado para outubro por R$ 585 – com desconto no pix, o valor fica abaixo de R$ 500. A promessa é de uma experiência topo de linha por preço mais acessível. “Temos uma barreira muito grande no mercado brasileiro que é o custo. Segundo a GfK, 80% dos teclados gamers no Brasil são vendidos abaixo de R$ 500”, explicou Rocha. “Temos dados dos nossos parceiros de varejo e da nossa loja online de que existe uma preferência enorme pelo pix para ter o desconto de 15%.”
O executivo lembra que o preço do hardware no Brasil e no mundo cresceu muito nos últimos anos, devido à crise que afeta a cadeia de componentes (especialmente as memorias RAM e placas de vídeo). E que produtos de entrada como teclados e headsets ainda não foram afetados. “A gente vê isso como oportunidade. O gamer que quer ter um upgrade de experiência pode ter no periférico uma saída”, ponderou. “Estamos acompanhando essa tendência e tem sido vantajoso para nós ter periféricos gamers com melhor custo-benefício”.
Isso não significa, claro, que os produtos topo de linha da marca tenham sido esquecidos. O headset Astro A50 X, pensado para consoles, ganhou uma nova cor (Mars Red), e chega em dezembro por R$ 2.900. O “super mouse competitivo” Pro X3 Superstrike estará nas lojas brasileiras em outubro por R$ 1.300, e promete um salto de autonomia de bateria e incrementos substanciais de desempenho frente à geração anterior.
Também foi anunciada uma atualização do microfone para streaming Yeti 2, que chegará ao Brasil em novembro por R$ 999. Ele promete melhor experiência e qualidade de áudio aprimorada por IA, além de ter um painel LED personalizável com avatares. A promessa é de “qualidade de voz consistente sem a necessidade de ajustes manuais constantes” para criadores de conteúdo.
Já nos volantes, Rocha apresentou uma versão do G923 e do RS50 apenas para PC (e por isso mais barata), e outra do RS50 – a McLaren Edition Racing Bundle – feita em parceria com a escuderia britânica campeã da Formula 1 em 2025. Ambos estarão disponíveis no ano que vem, mas ainda sem data exata ou preço definidos.



