As organizações que tradicionalmente têm sedes e centros de treinamento em São Paulo, capital, foram além de reservar quartos de hotéis no Rio de Janeiro para seus atletas e comissões durante o Intel Extreme Masters (IEM) de 2026. A FURIA, por exemplo, que participa dos playoffs entre sexta (17) e domingo (19), montou um endereço especial, a Casa FURIA, cujo maior objetivo é ser um ponto de encontro com a comunidade e parceiros durante o fim de semana.
É, a bem da verdade, a quarta edição da Casa FURIA. O projeto dessa vez adotou o conceito de “Brazilcore”, o que na prática significa fazer referências à identidade cultural e regional brasileira, com estética e experiência pensada para “celebrar a comunidade, fortalecer conexões e ampliar a presença da marca no universo do entretenimento”, diz a organização, em comunicado enviado ao The Gaming Era.
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A eFábrica é a empresa responsável pela produção e execução da Casa FURIA, incluindo decoração, operação, relacionamento e produção. A empresa é parceira da org desde a primeira edição do projeto. Dessa vez, são patrocinadores oficiais Lenovo, Logitech G, Piracanjuba, Red Bull, PokerStars, BIS, BetBoom, TCL, Hellmann’s, Oakley e SanDisk, um conjunto substancial de marcas, que devem participar com relacionamento e ativações.
“A Casa FURIA já se consolidou como um dos principais pontos de encontro da nossa comunidade durante o IEM Rio, e nesta edição damos mais um passo ao expandir esse conceito como uma experiência que conecta marca, cultura e público. A ideia é reforçar a FURIA para além do competitivo, como uma marca inserida no universo do entretenimento”, explica em comunicado Giovanna Akkari, gerente de marketing da FURIA.
Último pixel
A Gamdom Imperial (antiga Imperial Esports) é outra equipe que escolheu o IEM Rio 2026 para lançar oficialmente um projeto de residência, a The Last Pixel. A ideia é ampliar uma experiência do passado, a ImperiHouse, casa de transmissão criada durante o Major de Budapeste no fim de 2025, e reposicionar a organização como “plataforma de mídia, comunidade e negócios” no universo global de Counter-Strike – muito embora a organização não esteja nos playoffs do IEM Rio 2026.
O objetivo do projeto é acompanhar competições internacionais de destaque que envolvam equipes brasileiras, “transformando grandes torneios em pontos de encontro físicos e digitais para fãs, marcas, creators e lideranças do mercado”.
A The Last Pixel está ativa desde o dia 9 de abril (e fica até dia 20, após o IEM Rio 2026). O endereço é Casa Niemeyer, projetada por Oscar Niemeyer em 1951, em São Conrado, zona sul da capital fluminense. O espaço receberá ativações, produção de conteúdo multiplataforma, eventos e encontros, festas, poker nights e finais competitivas. O espaço também hospedou, na quinta-feira (16), um evento da Federação do Estado do Rio de Janeiro de Esportes Eletrônicos (Ferjee) sobre negócios no cenário de eSports.
Felippe Martins, CEO da Gamdom Imperial, diz que o aprendizado do Major fez com que a Imperial se visse não só como um time competitivo, mas como uma “plataforma proprietária de mídia e experiências”. “… damos um passo além ao transformar essa conexão em uma plataforma proprietária de conteúdo, experiências e negócios que pode acompanhar o calendário global do Counter-Strike”, explica.
O projeto da casa foi desejanhado pelo Grupo KLEFER, sócio da Imperial desde 2023. “O The Last Pixel traduz muito do que acreditamos sobre o futuro do entretenimento esportivo: experiências que vão além do evento principal, criam conversa, pertencimento e valor contínuo para a comunidade”, pondera Ricardo Bonetti, head de eSports do grupo.



