Fundado no começo de março após primeira assembleia geral, o Instituto Latino-Americano de Esports (ILAE) tem alguns objetivos bastante nobres. A entidade quer promover a integridade competitiva, a segurança jurídica e o fortalecimento institucional dos esportes eletrônicos na região, de modo a melhor organizar e fomentar o desenvolvimento do setor para atletas, equipes, organizadores de torneios, publishers e demais agentes do setor.
A reunião reuniu profissionais com atuação em direito desportivo, gestão esportiva e cenário competitivo de eSports, que passam a integrar a entidade. Carlos Gama foi eleito presidente executivo do ILAE. Fazem parte da gestão uma equipe responsável por desenvolver projetos e iniciativas voltadas ao “crescimento sustentável do setor na América Latina”.
Além de Gama – que também é colunista do The Gaming Era – a diretoria executiva é composta por Marcella Ferreira (vice-presidente), Vinicius Verly (diretor administrativo-financeiro), Marianna Muniz (diretora de projetos e eventos), Antonio Carlos Bratefixe (diretor de pesquisa e conhecimento), e Osmar Berardo (diretor da câmara de arbitragem). No conselho diretor estão Renato Barroso (presidente), e os conselheiros Monik Corrêa Bisoni, Caio Beckmann, Gabriel Azevedo e Gabriela Tavas.
Segundo os fundadores, o instituto terá em sua estrutura de governança atletas de esportes eletrônicos, incluindo Marcela “Callax”, Renato “Rentão”, Monik Bisoni, Gabriela Tavas e Gabriel “Franja”. A participação dos atletas é vista como reforço da proposta do ILAE, a de “ser uma instituição construída a partir da própria experiência do ecossistema competitivo, reunindo profissionais do direito, pesquisadores, gestores e atletas que conhecem de perto a realidade dos esportes eletrônicos no Brasil”.
Carlos Gama, em comunicado, diz que um dos principais objetivos da instituição será ampliar o diálogo regional e fortalecer a produção de conhecimento sobre os esportes eletrônicos na América Latina. “Queremos aproximar atletas, equipes, pesquisadores, organizações, empresas e gestores públicos para construir uma agenda comum de desenvolvimento para a região”, diz.
O executivo elenca como prioridades o incentivo à pesquisa científica sobre temas como inclusão social, violência contra as mulheres nos games e políticas de integridade competitiva. “Também pretendemos desenvolver um amplo mapeamento do ecossistema de esportes eletrônicos na América Latina e estimular publicações acadêmicas e institucionais sobre o setor”, diz.
O instituto diz estar em processo de expansão, com abertura para novos associados. Podem se associar profissionais, pesquisadores, advogados, gestores, atletas, equipes, federações, ligas esportivas, organizações, empresas e instituições, tanto pessoas físicas quanto jurídicas. Mais detalhes estão no site oficial.
Câmara de arbitragem
Entre as primeiras iniciativas anunciadas está a criação da Câmara de Arbitragem dos Esports, mecanismo para mediação e resolução de conflitos no ambiente competitivo digital. Segundo a ILAE, o modelo segue práticas consolidadas em esportes tradicionais, como futebol, basquete e vôlei. O objetivo é resolver disputas contratuais e institucionais “de forma mais rápida, técnica e confidencial”.
A entidade diz que o modelo oferece maior segurança jurídica, sigilo e agilidade, principalmente para resolver questões envolvendo contratos de atletas, equipes, organizações, ligas e empresas.



