Entre tarefas e pausas do fim de ano: o que os games resgatam em nós

Período de festas permite aprofundar relação com os games como espaço seguro de autoconexão, escreve Amanda Rodrigues
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Foto: Canva

À medida que a vida adulta se torna cada vez mais acelerada, os games deixaram de ser apenas entretenimento e passaram a ocupar um lugar central entre as principais formas de lazer dos brasileiros. Segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB) de 2025, 82,8% de nós afirmam jogar, e 88,8% consideram os games uma de suas principais formas de entretenimento.

Os dados mostram que jogar deixou de ser uma atividade ocasional e se tornou parte da rotina, funcionando como uma válvula de escape criativa e prazerosa, o que pode incluir períodos de pausa, como férias e recessos.

Em um cenário em que trabalho, vida pessoal e compromissos disputam atenção constante, jogar ganha um papel funcional no cotidiano. Ao concentrar o foco em um único estímulo, os games ajudam a reduzir a sobrecarga mental e permitem vivenciar emoções positivas que muitas vezes ficam abafadas na rotina, como curiosidade, satisfação e senso de conquista.

Esse efeito vai além da percepção individual: uma análise publicada na revista Nature Medicine, que analisou dados de mais de 93 mil pessoas em 16 países, aponta que atividades prazerosas regulares como jogar estão associadas à redução de estresse e sintomas depressivos. Também de níveis mais altos de bem-estar, felicidade e sensação de propósito.

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E quando o fim de ano chega, com suas pausas de trabalhos e estudos, muitos adultos finalmente encontram tempo para nutrir esse hobby. Os recessos oferecem a oportunidade perfeita para explorar títulos deixados de lado, experimentar novos gêneros ou simplesmente jogar sem culpa.

Mais do que diversão, esse período permite aprofundar a relação com os games como um espaço seguro de autoconexão. Muitos pais, por exemplo, aproveitam esses dias mais tranquilos para jogar com os filhos, criando lembranças que fortalecem vínculos e aproximam gerações.

Diante desse cenário, os games se consolidam como uma prática que atravessa lazer, bem-estar e autocuidado, sem a necessidade de excessos ou justificativas. Ao abrir espaço para foco, experimentação e prazer genuíno, jogar se torna uma forma acessível de equilibrar a vida adulta e resgatar a capacidade de se divertir, algo essencial em qualquer fase da vida.

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