Marcio Filho: ‘Todo setor que se pretenda estratégico precisa estar ligado à educação’

Presidente da ACJogos-RJ participou de maratona de eventos conectados ao setor educacional e defende alcançar jovens cada vez mais cedo
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Márcio Filho, presidente da ACJogos-RJ. Foto: Erick Mídias, Divulgação

Depois de percorrer uma maratona de eventos em grande parte conectados ao mundo da educação, Marcio Filho é enfático: “queremos que estudantes do ensino fundamental e médio enxerguem desde cedo que esse mercado [o de games] oferece não só diversão, mas também oportunidades de carreira e desenvolvimento profissional”. É o que defende o presidente da Associação de Criadores de Jogos do Estado do Rio de Janeiro (ACJogos-RJ) e colunista do The Gaming Era.

Filho esteve, entre outros eventos, no Fórum de Ensino de Jogos Digitais e no Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital (SBGames) – este último um dos maiores eventos acadêmicos da área de jogos eletrônicos no País, realizado em 2025 em Salvador, capital da Bahia. No mesmo período, também participou de debates no Desafio FazGame Carioca 2025, em que participaram 38 escolas, 48 professores e 510 estudantes da rede pública municipal do Rio de Janeiro.

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O executivo também representou a associação fluminense na primeira etapa do PowerUp Gaming – Introdução à Indústria de Jogos, projeto que integra formação acadêmica e inserção profissional no setor de jogos digitais. E fez um workshop no evento, que ofereceu entre outras coisas formação e bolsas de incentivo a 300 universitários de diferentes áreas em desenvolvimento de jogos.

O TGE conversou com Marcio Filho sobre o tema. Confira:

The Gaming Era: Marcio, você participou de vários eventos nas últimas semanas sobre educação e games, especialmente para jovens em idade escolar. É uma estratégia atual da associação abordar esse público cada vez mais cedo?

Marcio Filho: Sim. Qualquer setor que se pretenda estratégico para o País precisa estar ligado à educação. Os games já são parte da vida dos jovens e, ao mesmo tempo, um dos motores da economia criativa.

Por isso, queremos que estudantes do ensino fundamental e médio enxerguem desde cedo que esse mercado oferece não só diversão, mas também oportunidades de carreira e desenvolvimento profissional.

TGE: Como foram os eventos? Você sente que a molecada enxerga os games como um caminho profissional realmente possível?

Filho: Foram encontros muito ricos, que reuniram alunos, professores, diretores, representantes do governo e empresas, todos dialogando sobre o futuro da educação e do setor de games. Os jovens estavam empolgados e abertos à ideia de transformar um hobby em profissão.

Isso mostra que os games podem ser uma ferramenta poderosa para engajar essa geração e abrir caminhos de estudo e trabalho, ajudando inclusive a reduzir o número de jovens que nem estudam nem trabalham.

TGE: E por parte do setor educacional? Professores e diretores são receptivos aos games enquanto ferramenta de ensino?

Filho: Há diferentes visões, o que é natural em um corpo docente tão diverso e intergeracional. Muitos professores sentem que ainda precisam de mais formação para usar os games em sala de aula, e eles mesmos reconhecem isso.

Mas, quando percebem o entusiasmo dos alunos e a melhora no aprendizado, se tornam grandes defensores da ferramenta. O desafio agora é ampliar a capacitação e o apoio das secretarias de ensino para que essa prática se consolide.

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