O mercado de esportes eletrônicos – os eSports – passa por um momento difícil, como não cansamos de dizer aqui no The Gaming Era. Isso não significa que a audiência e as oportunidades tenham sumido ou sejam inexpressivas. No Brasil, segundo a Pesquisa Game Brasil (PGB), mais de 12 milhões de fãs acompanham competições, times e transmissões digitais, o que significa oportunidades de carreira não só para os jogadores, mas também em funções de gestão, marketing, produção de conteúdo, transmissão e organização de eventos, entre outras.
De olho nesse potencial, uma série de iniciativas de capacitação tem surgido. A DiversiGames, por exemplo, anunciou recentemente um curso focado em eSports. E o Ministério do Esporte anunciou em setembro uma parceria com a universidade paranaense Unifatecie para capacitar 10 mil jovens em situação de vulnerabilidade social de forma online e gratuita em para a cadeia dos games e dos eSports.
Segundo o CEO do Team Solid, Marcos Guerra, a iniciativa em um momento de demanda por profissionais qualificados em diferentes áreas. “Programas de capacitação como esse são fundamentais para preparar novos talentos e garantir que o Brasil continue sendo protagonista nesse mercado”, diz, em comunicado enviado ao TGE.
Algumas das áreas de capacitação essenciais para o mercado de e-sports são:
Produção e transmissão: bastidores de campeonatos exigem profissionais especializados em câmeras, edição de vídeo, streaming, direção de transmissão e produção audiovisual. Com o avanço das plataformas digitais e ligas profissionais, a demanda vai de produtoras independentes a grandes emissoras.
Gestão e marketing digital: o setor busca especialistas em marketing digital, gestão de comunidades, patrocínios, organização de eventos e branding de jogadores. Conhecimentos em análise de dados, redes sociais e engajamento são fundamentais para o crescimento sustentável do mercado.
Formação de atletas: além das habilidades técnicas no jogo, é preciso desenvolver preparo físico e mental, estratégias de equipe, análise de gameplay e comunicação eficaz. Cursos especializados abordam desde fundamentos até táticas avançadas.
Criação de conteúdo digital: criadores para YouTube, Twitch e redes sociais movimentam uma economia criativa em expansão. Capacitações em storytelling, roteirização, edição e design gráfico permitem monetizar canais e construir comunidades engajadas.
Suporte técnico e analítico: o setor também demanda especialistas em análise de dados de jogos, suporte técnico para eventos, desenvolvimento de softwares e consultoria em performance digital, funções-chave para a profissionalização do mercado.
Desenvolvimento mobile: o profissional de desenvolvimento mobile atua na criação de softwares adaptados às especificidades dos smartphones, considerando fatores como tamanho de tela, capacidade de armazenamento, consumo de memória e bateria, conectividade bluetooth e geolocalização.
Designer gráfico: a aparência visual é um dos elementos de maior impacto para atrair diferentes públicos no universo dos games. Graduados em design gráfico podem direcionar suas carreiras para a criação de artes visuais e cenários em e-sports. Esse profissional se torna apto a estudar tendências estéticas, além de planejar e executar projetos gráficos para empresas e equipes do setor.




