A nova edição do estudo Consumer Pulse, da Bain & Company, mostra que o brasileiro passa bastante tempo conectado – em média 9 horas e 13 minutos diários na internet, quase três horas a mais que a média global de 6 horas e 48 minutos. Só nas redes sociais, são 3h37 por dia em frente a uma tela.
Outro destaque da pesquisa mostra um contraste interessante: embora 28% afirmem querer reduzir esse tempo, o País segue entre os líderes globais de hiperconectividade.
O desejo de se desconectar aparece inclusive como prioridade frente a preocupações como má alimentação ou sedentarismo. Entre os motivos, 35% citam a distração constante, 28% destacam os impactos na saúde e no bem-estar e 18% relatam a sensação de culpa associada ao uso excessivo das telas.
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A pesquisa ainda aponta um consumidor ambivalente diante da ascensão da inteligência artificial: 62% já usaram alguma ferramenta de IA, 64% reconhecem benefícios práticos, mas 47% temem o uso indevido de dados e 40% enxergam o risco de substituição de empregos.
No universo dos games, onde atenção é moeda de troca e tempo de tela é sinônimo de engajamento, esses números têm implicações diretas. Afinal, publishers e desenvolvedores não disputam com seus games a atenção apenas contra outros jogos, mas também contra o feed infinito do TikTok, do Instagram e até dos grupos do WhatsApp.
Não por acaso jogos como plataformas (ou UGCs) – a exemplo de Roblox (da Roblox Inc.), Fortnite (Epic Games) e Minecraft (Mojang/Microsoft) – emulam em tantas medidas as dinâmicas de redes sociais e conquistam tantos usuários.



