Quase metade (49,3%) dos jogadores brasileiros pretende comprar o jogo Grand Theft Auto VI, ou GTA VI para os íntimos, logo no lançamento. E 45,2% se dizem muito empolgados com o lançamento, marcado para 26 de maio de 2026.
O título da Rockstar é tão relevante para o mercado que cerca de 25% dos brasileiros dizem já ter comprado um console de nova geração pensando no game – outros 20,6% dizem ter comprado ou montado um novo PC, mesmo que o game ainda não tenha data para sair nos computadores. Um quinto (20%) diz ter comprado equipamentos para melhorar a experiência, incluindo headsets e controles.
Um terço dos ouvidos dizem achar justo que o game seja lançado por cerca de US$ 100 (ou pouco mais de R$ 540 na cotação atual), e 24,2% pretendem comprar GTA VI no lançamento mesmo achando o preço alto. O valor do jogo no varejo ainda não foi revelado pela publicadora, mas há meses se especula que ele alcance patamares inéditos, algo entre R$ 500 e R$ 600, por conta do custo de produção e tempo de desenvolvimento.
Os dados fazem parte de um estudo sobre expectativas e oportunidades relacionados ao jogo, que se tornou um verdadeiro fenômeno da cultura pop, feito pela Go Gamers (a mesma da Pesquisa Game Brasil, a PGB). A pesquisa se chama GTA VI: Hype, consumo e cultura gamer, e traz dados inéditos sobre como o jogo está “mexendo com a indústria antes do lançamento”. Foram ouvidas 1.200 pessoas.
Para os autores, GTA VI pode causar impacto na cultura pop similar ao visto por sucessos recentes do cinema e da televisão, incluindo Vingadores: Ultimato (da Marvel/Disney), Game of Thrones (da HBO) ou Stranger Things (da Netflix).
“O lançamento de GTA VI já pode ser considerado como um dos eventos mais aguardados da história recente dos games, e a pesquisa realizada mostra que, no Brasil, essa expectativa não é apenas simbólica. Ela está ativamente mobilizando comportamentos concretos de consumo, atenção, pertencimento e desejo de participação coletiva”, diz em comunicado Carlos Silva, CEO da GoGamers.
Oportunidade de negócios
Para as marcas, o lançamento do “arrasa-quarteirão” da Rockstar também pode ser uma oportunidade. Para 55,4% das pessoas ouvidas no estudo, as marcas podem e devem participar do lançamento do jogo de alguma forma, aproveitando o “buzz”, mesmo aquelas não-endêmicas, ou seja, de fora do mercado dos games.
Outros 41,9% aceitam essa presença dependendo de como ela for feita. As categorias mais bem posicionadas para esse momento são bebidas energéticas (54,6%), tecnologia (49,5%), moda (49,3%), fast food (42,2%) e streaming (41,5%), segundo o estudo.
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A principal crítica feita durante a apuração da pesquisa, dizem os autores, é a falta de conexão temática quando marcas buscam aproveitar o lançamento de um jogo, Por exemplo, 46,2% rejeitam memes ou paródias sem contexto, e 41,6% o uso de gírias de forma artificial.
Por outro lado, 35% avaliam positivamente quando a marca entende o universo do jogo, e 24,9% valorizam campanhas criativas e divertidas.
“A expectativa global pelo lançamento de GTA VI mostra como a indústria de games atingiu um patamar em que cada grande título se torna um marco cultural, capaz de mobilizar audiências globais e influenciar linguagens de outras indústrias criativas”, diz Guilherme Camargo, CEO do SX Group.
Fenômeno cultural
A franquia GTA nasceu em 1997, criada pela britânica DMA Design (hoje Rockstar North). A partir do terceiro título, primeiro a adotar gráficos tridimensionais, ganhou notoriedade no mundo todo – em parte por conta da violência exacerbada e da forma escrachada de retratar o universo do crime, mas também por conta do mundo aberto de cidades ricamente habitadas, que conferiam liberdade inédita aos jogadores.
O último jogo da franquia, lançado em 2013, é um fenômeno da indústria, com 215 milhões de cópias vendidas até maio de 2025, um dos produtos de entretenimento mais rentáveis e duradouros da história. Apesar disso, ele não é o preferido dos jogadores brasileiros, que gostam mais de GTA San Andreas, citado como o favorito por 48,9%, seguido aí sim do GTA V (20,4%) e do GTA I (18,6%).
“É interessante notar como San Andreas tem um altíssimo impacto cultural e presença contínua, considerado até um jogo atravessador de gerações, o ‘patrimônio simbólico’ da franquia”, diz Silva.
Entre as pessoas da chamada “geração z”, 56,2% já jogou algum game da franquia, e 51,3% consideram comprar o próximo capítulo no ano que vem. Apesar dos bons números entre os mais jovens, os millenials parecem mais interessados no game. Em média, os homens que se declaram fãs da franquia têm quase 38 anos, e as mulheres 34,5 anos.
Um formulário para baixar gratuitamente mais informações sobre o estudo está nesse link.



